Os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG), adversários do presidente Lula (PT) nas eleições de 2026, comemoraram a rejeição do Senado Federal à indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29).
Foram 42 votos contrários e apenas 34 a favor no plenário do Senado, após apertada aprovação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O indicado por Lula precisava de 41 votos favoráveis em votação secreta.
Foi a primeira vez, desde 1894, que o Senado rejeitou a indicação de um presidente da República para o STF. Nas redes sociais, Flávio e Zema, assim como outros políticos de oposição ao governo, celebraram a derrota. Alguns dos quadros são pré-candidatos ao Senado, casa legislativa que tem sido priorizada na montagem de palanques da direita para conseguir maioria e pautar o impeachment de ministros do STF.

“O Senado fez história e evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça”, escreveu Flávio na rede social X, ex-Twitter. Em outra postagem, ele disse se tratar do fim do governo Lula.
Senador, Flávio afirmou ter votado contra o advogado-geral da União.
Zema, que tem promovido ataques ao STF e aos ministros, a quem tem chamado de “intocáveis”, resgatou um vídeo de novembro do ano passado, no qual aparece estourando um rojão em seu quintal. Na ocasião, ainda governador, ele foi cobrado pelo fato de a queima de fogos ser proibida em Belo Horizonte. Ele justificou ser fruto de edição.
Irmão de Flávio e também filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL-SC), que é pré-candidato ao Senado nestas eleições, ironizou a derrota ao chamar Messias de Bessias -como foi chamado o advogado-geral da União por Dilma Rousseff (PT) há dez anos durante conversa interceptada pela Operação Lava Jato.
O deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo no qual aparece dizendo que “perde o Lula, ganha o Brasil”. Em outra postagem, ele acrescentou que “os videozinhos ajudam”, em referência aos conteúdos que ele posta nas redes sociais diariamente com críticas ao governo.