Após seis anos de liderança à frente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho encerrou, nesta quarta-feira (25) , dois mandatos marcados por expansão internacional, recordes históricos e fortalecimento institucional da fruticultura brasileira.
Eleito para o triênio 2020/2023 e reeleito para 2023/2026, Guilherme conduziu a entidade em um dos períodos mais desafiadores e, ao mesmo tempo, mais transformadores do comércio internacional.
Expansão de mercados e conquistas históricas

Sob sua presidência, a fruticultura brasileira ampliou significativamente sua presença global, com a abertura de importantes mercados estratégicos:
• Abertura do mercado chinês para a uva brasileira;
• Abertura do mercado indiano para cinco produtos cítricos: limão taiti, limão siciliano, laranja doce, tangerina e similares;
• Abertura do mercado da Costa Rica para o abacate;
• Abertura do mercado chileno para o mamão e o limão taiti.
A oficialização da abertura do mercado chinês para a uva contou com um encontro entre os presidentes dos dois países, em novembro de 2024, com participação ativa de Guilherme Coelho na articulação institucional. “Estive na China quatro vezes para acompanhar de perto as negociações e contamos com o apoio do ministro Carlos Fávaro. O Vale do São Francisco é o maior beneficiário, já que é maior região produtora de uvas de mesa do Brasil”, destacou.
Outro marco foi a inauguração da nova rota marítima entre Brasil e China, que poderá reduzir em até 30 dias o tempo de transporte e diminuir os custos logísticos em mais de 30%, fortalecendo a competitividade da fruta brasileira no mercado asiático.
Recordes nas exportações
Durante sua gestão, o Brasil alcançou números inéditos nas exportações de frutas.
Em 2021, o setor atingiu, pela primeira vez, a marca de US$ 1 bilhão em exportações, mesmo diante da crise global de contêineres e do aumento expressivo dos fretes marítimos. A uva se destacou com crescimento de 73%.
Em 2025, as exportações bateram novo recorde, com crescimento de 12% em valor, quase US$ 1,5 bilhão a mais em receitas, e alta de 19,6% em volume, consolidando o Brasil como importante player no cenário internacional.
ESG, integridade e inovação
A gestão também foi marcada pelo fortalecimento da agenda de sustentabilidade e governança.
Em novembro de 2025, foi criado o Selo Frutas do Brasil ESG, certificando produtores e exportadores que adotam práticas ambientais, sociais e de governança alinhadas aos padrões internacionais, ampliando a confiança e a competitividade da fruticultura nacional.
A Abrafrutas também recebeu o Prêmio Selo Mais Integridade, concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), reconhecimento às práticas de responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e ética.
No campo da inovação, Guilherme foi nomeado presidente do Cluster de Inovação Industrial para o Agronegócio de Petrolina-PE, em parceria com o SENAI-PE, reforçando a integração entre tecnologia, indústria e produção agrícola.
Protagonismo internacional
Ao longo dos dois mandatos, Guilherme Coelho consolidou a Abrafrutas como interlocutora estratégica do setor produtivo junto ao Governo Federal e aos mercados internacionais.
Participou de missões oficiais e fóruns internacionais na China, Índia, Coreia do Sul, Rússia e União Europeia, além de feiras globais como Fruit Attraction (Madri), Fruit Logistica (Berlim) e Mac Fruit (Rimini).
Esteve presente na COP 26 (Escócia) e na COP 27 (Egito), reforçando o compromisso da fruticultura brasileira com a agenda climática global.
Também integrou o Fórum Empresarial Brasil-China, o Fórum dos Conselhos Empresariais Brasil-Rússia (BRICS) e participou de encontros estratégicos em Bruxelas com representantes de promoção comercial, ciência, tecnologia e adidos agrícolas.
Articulação política e defesa do setor
Reconhecido pelo perfil articulador, Guilherme atuou diretamente junto ao Governo Federal na defesa dos interesses da fruticultura.
Participou das reuniões interministeriais que discutiram o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos em julho de 2025, solicitando a retirada dos alimentos da lista de produtos sobretaxados. “A decisão do governo americano de sobretaxar os produtos brasileiros causou muita preocupação, mas os fruticultores brasileiros, com diplomacia e bom sendo, conseguiram negociar com os importadores e supermercados e superaram as dificuldades e pouco repercutiu nas exportações, especialmente, das mangas”, disse Guilherme
Articulou visitas de ministros como Carlos Fávaro (Agricultura) e Luiz Marinho (Trabalho) ao Vale do São Francisco, oficializando a participação da fruticultura no Pacto Nacional pelo Trabalho Decente no Meio Rural.
Recebeu autoridades nacionais na região e integrou comitivas ministeriais estratégicas, consolidando a força institucional da Abrafrutas.
Legado
Ao encerrar sua gestão, Guilherme Coelho deixa como legado uma Abrafrutas mais estruturada, internacionalizada, conectada à agenda ESG e protagonista na formulação de políticas públicas para o setor.
“Trabalhamos firmes como muita articulação para contribuir e para posicionar a fruticultura brasileira em um novo patamar de competitividade, sustentabilidade e reconhecimento global” afirmou.