Análise: o jogo de empurra no caso Master e o salve-se quem puder diante da delação de Vorcaro

O caso Master virou um grande jogo de empurra em Brasília. Todos querem um pedaço da história para chamar de seu — e, principalmente, tentar colocá-la no colo do adversário ou de outra autoridade, de olho no desgaste eleitoral e na própria sobrevivência política.

  • O caso Master virou um grande jogo de empurra em Brasília. Todos querem um pedaço da história para chamar de seu. E, principalmente, tentar colocá-la no colo do adversário.

  • Nos bastidores, ministros do Supremo Tribunal Federal criticam vazamentos, reclamam da falta de apoio mais contundente do governo Lula e apontam a atuação da Polícia Federal (PF).

  • A corporação, por sua vez, está no centro de uma pressão intensa, que também parte de setores do governo. Há queixas sobre a condução das investigações e cobranças por maior divulgação de casos envolvendo adversários.

  • Enquanto isso, Centrão e direita criticam a Polícia Federal com alegações de que o núcleo do PT na Bahia estaria blindado. Já o governo tenta associar o caso ao período da gestão do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Nos bastidores, ministros do Supremo Tribunal Federal criticam vazamentos, reclamam da falta de apoio mais contundente do governo Lula e apontam a atuação da Polícia Federal (PF). A corporação, por sua vez, está no centro de uma pressão intensa, que também parte de setores do governo. Há queixas sobre a condução das investigações e cobranças por maior divulgação de casos envolvendo adversários.

Enquanto isso, Centrão e direita criticam a Polícia Federal com alegações de que o núcleo do PT na Bahia estaria blindado. Já o governo tenta associar o caso ao período da gestão do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Nesse ambiente de tensão, o discurso recente do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi interpretado como um desabafo diante da pressão cruzada. Hoje, quem sustenta Andrei no cargo é o presidente Lula. Ele não tem uma relação próxima com o ministro da Justiça, Wellington Dias.

Vorcaro na prisão — Foto: Reprodução

Vorcaro na prisão — Foto: Reprodução

Entre investigadores, a avaliação é de que o ministro não blinda nem dá apoio suficiente à PF diante das pressões, porque estaria de olho em uma vaga no STF — seja em caso de não indicação de Jorge Messias, seja em um eventual quarto mandato de Lula. Para isso, evitaria se indispor com o Supremo ou com o Senado.

Apesar da disputa de narrativas, a avaliação em Brasília converge: há um movimento generalizado de “salve-se quem puder” antecipado, diante da incerteza sobre a extensão da delação premiada que Vorcaro pretende firmar.

Ontem, o advogado de Vorcaro esteve com o ministro André Mendonça. Segundo apuração do blog, falou-se em uma atuação com seriedade na defesa do empresário.

No início da semana, o blog revelou que Mendonça tende a rejeitar qualquer tentativa de delação seletiva. A conferir.

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