Por Adrielly Souza | Folhapress –
A morte de Dennis Carvalho, aos 78 anos, provocou uma onda de comoção no meio artístico neste sábado (28). O ator e diretor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e teve a morte confirmado pela unidade de saúde.
Reconhecido como um nome importante da televisão brasileira, Dennis construiu uma trajetória sólida tanto diante das câmeras quanto nos bastidores, especialmente como diretor de novelas que marcaram época.
Nas redes sociais, colegas de profissão fizeram questão de prestar tributo. Lucio Mauro Filho destacou a influência do diretor no audiovisual e relembrou produções emblemáticas conduzidas por ele.
Já o autor Walcyr Carrasco afirmou que o fim de fevereiro trouxe “mais uma dor imensa”, chamando Dennis de peça fundamental da dramaturgia nacional.
A atriz e cantora Emanuelle Araújo também lamentou a perda, classificando sua partida como um grande prejuízo para a arte brasileira.
Dennis iniciou sua carreira ainda jovem, em 1964, atuando em uma adaptação de Oliver Twist exibida pela antiga TV Paulista. Poucos anos depois, em 1968, passou a integrar o elenco da TV Tupi, em São Paulo, participando da novela “Antonio Maria”, ao lado de grandes nomes da dramaturgia.
O convite para integrar a TV Globo veio pelas mãos de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Na emissora, Dennis consolidou sua trajetória e participou de momentos históricos da teledramaturgia, incluindo a primeira versão de Roque Santeiro, de Dias Gomes, que acabou censurada no dia da estreia durante a ditadura militar. Após o veto, o elenco foi direcionado para outra produção marcante, “Pecado Capital”, escrita por Janete Clair.