Do lado produtivo, o clima quente tem contribuído positivamente para o desenvolvimento da cor das negras sem semente, com melhor padrão sendo colhido no momento. No entanto, o calor intenso vem acelerando a maturação, encurtando o ciclo produtivo e podendo, em alguns casos, comprometer a qualidade da fruta. Diante disso, na semana anterior, a colheita foi considerada forte na região, com mercado mais dinâmico. Já semana passada (12 a 16/01), tanto o ritmo de colheita quanto de vendas foi mais lento.
Como reflexo desse menor dinamismo operacional, observou-se também grande oferta de equipes de embalamento buscando serviço.Produtores relataram volumes comercializados abaixo do desejado, apesar dos preços médios terem permanecido nos mesmos patamares observados ao longo do mês. Assim, para a fruta comercializada no contentor, o valor médio foi de R$ 5,20/kg, aumento de aproximadamente 9% frente à semana anterior. No caso da fruta embalada Cat 1, não houve grandes oscilações, sendo negociada a R$ 8,60/kg (+1,2%).
A expectativa de novas valorizações tem levado compradores a tentar antecipar as negociações, diante de especulações de aumento nos preços na próxima semana. Do lado da oferta, contudo, produtores têm segurado as vendas, apostando na consolidação desse movimento de alta, o que tende a favorecer tanto a fruta embalada quanto a negociada em contentores.
Fonte: hfbrasil.org.br