Em discurso antes do início de sua motociata, Bolsonaro criticou os governadores do Nordeste por recorrerem ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei que limitou a cobrança de ICMS sobre combustíveis.
— Lamento que os nove governadores do Nordeste tenham entrado na Justiça contra a redução de impostos da gasolina. Isso é inadmissível — afirmou Bolsonaro, do alto de um trio elétrico, em referência à lei que limita a cobrança de ICMS por estados e o Distrito Federal.
O aceno ao eleitorado baiano — o quarto maior do país, com 11 milhões de eleitores — ocorre no dia 2 de julho, um feriado estadual. A data é conhecida como Independência da Bahia porque foi quando os portugueses foram expulsos do estado, dez meses após a independência formal do Brasil.
Os quatros presidenciáveis cumprem agenda em um raio de poucos quilômetros, mas apenas Ciro e Tebet se encontraram. Os dois participaram do tradicional cortejo cívico, que ocorre todos os anos, saindo do Largo da Lapinha.
A cerca de oito quilômetros, no Farol da Barra, apoiadores de Bolsonaro começaram a se concentrar por volta das 8h para uma motociata, que conta com a presença do presidente e do seu pré-candidato ao governo, o ex-ministro e deputado federal João Roma (PL).
Lula, que mais cedo participou também do cortejo no Largo da Lapinha, participa de um ato na Arena Fonte Nova, a seis quilômetros de distância do Farol da Barra. Está prevista a participação do governador Rui Costa, do senador Jaques Wagner, ambos do PT, e o pré-candidato do partido ao governo estadual, o ex-secretário Jerônimo Rodrigues.
Inicialmente, a concentração da motociata de Bolsonaro estava marcada para ocorrer nos arredores da Fonte Nova, mas o local foi alterado para evitar conflito com os apoiadores de Lula.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que mil policiais participam da segurança do cortejo, mas não divulgou se haverá um esquema específico para os locais de concentração de Bolsonaro e Lula.