Chama atenção, na última decisão do TCE contra a Prefeitura do Recife, as vezes em que se tentou contratar a mesma empresa, CESAH, sem licitação, para fornecer hospedagem à população de rua, por R$ 1,8 mi. Foram três tentativas. A conselheira Teresa Duere barrou. As informações são do JC Online.
A empresa foi criada em fevereiro e a Prefeitura tentou contratá-la 21 dias depois. O Ministério Público de Contas questionou e o processo foi cancelado.
Em julho, a Prefeitura tentou de novo, o MPCO questionou e cancelaram novamente. No último dia 26, outra tentativa. Foi quando veio a cautelar.
A insistência com a mesma empresa, apesar das supostas irregularidades, chamou a atenção da conselheira Teresa Duere, que expediu a medida cautelar, suspendendo a última dispensa. A empresa, por exemplo, está irregular na secretaria da Fazenda.
Além disso, há suspeita de que a empresa é de “fachada”, criada por um grupo político já investigado pela PF por desvio de recursos públicos, usando exatamente uma pousada no Recife que recebia dinheiro para hospedar pacientes do interior e não hospedava ninguém.