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VENDA DA PETROBRAS ESTÁ NA PAUTA DO PROGRAMA DE PRIVATIZAÇÕES DE BOLSONARO, NO PRIMEIRO ANO DE GOVERNO

Metas finais saem a partir de janeiro; Esse é o plano da equipe econômica

A equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, soube na 4ª feira (28.nov.2018) que o valor atual de todas as estatais é de R$ 802 bilhões. Isso inclui gigantes como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa. A expectativa do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, é vender cerca de 30% desses ativos em 2019.

Não está claro ainda se essa meta de Guedes será realmente executada no ano que vem. As metas mais específicas serão anunciadas só a partir de janeiro de 2019, quando o novo governo já tiver assumido o comando do país.

O responsável pelo processo será o empresário Salim Mattar, dono da Localiza, e que neste momento está se desvinculando de seus negócios para assumir a Secretaria Especial de Privatização e Desimobilização.

Mattar vai vender estatais e também outros patrimônios da União. Segundo Guedes, estima-se que o governo federal seja neste momento dono de imóveis e de participações acionárias em empresas cujo valor esteja na redondeza de R$ 800 bilhões. Ele acha que a cifra pode ir até a R$ 1 trilhão.

O objetivo de Guedes é vender estatais, imóveis federais e participações acionárias do governo para fazer caixa e reduzir a dívida pública interna do país – que é de R$ 3,763 trilhões, número de outubro de 2018.

Durante a campanha eleitoral, o futuro ministro da Economia expressou o desejo de vender 100% das estatais. Depois, Bolsonaro disse que algumas empresas são estratégicas e não serão privatizadas.

REFORMAS FICAM PARA 2019

Guedes acredita que os projetos de mudanças importantes só serão apresentados ao Congresso em fevereiro ou março. Ou seja, as reformas da Previdência e a fiscal/tributária só serão conhecidas em detalhes a partir de 2019.

O futuro ministro da Economia repete que os planos na área de impostos são de simplificar e reduzir as taxas cobradas hoje. Mas não dá mais detalhes.