Nessa conversa com os religiosos, da qual o jornal “Corriere della Sera” publicou nesta quinta-feira (9) uma pequena parte, o papa Francisco falou também do uso do cilício, instrumento que causa dor ou incômodo, sem rejeitar seu uso.
“Quando entrei no noviciado dos jesuítas, me deram o cilício. Tudo bem o cilício, mas atenção: não tem que me ajudar ademonstrar que sou bom e forte. A verdadeira ascese tem que me tornar mais livre”, disse.
Nesta reunião com os religiosos do dia 25 de novembro, Francisco explicou que nas congregações gerais prévias ao conclave “se falava de reformas”.
“Todos as queriam. Há corrupção no Vaticano. Mas eu vivo em paz”, admitiu.
“Não tomo tranquilizantes”, brincou Francisco, que afirmou que em “Buenos Aires era mais ansioso”, mas que, após ser eleito papa, sentiu uma paz interior que ainda lhe acompanha.
Quando há um problema, relatou, escreve uma mensagem em um papel e o coloca sob a estátua de São José que tem em seu quarto.
“Agora ele (São José) dorme sob um colchão de mensagens de papel. Por isto eu durmo bem. Durmo seis horas e rezo (…) Esta paz é um presente do Senhor”, afirmou. (G1)