O economista Antonio Fonseca Fraga, participou nesta manhã (02) do Programa Bastidores da Notícia e falou sobre as pesquisas divulgadas com relação a geração de emprego no governo comunista do ex-prefeito Isaac Carvalho, em Juazeiro nos últimos oito anos, continuado agora com o prefeito Paulo Bonfim. Fraga disse que as pesquisas não têm passado de um jogo de números não muito bem colocados pela administração municipal, escamoteando análises negativas, passando a impressão para a população de que tudo vai bem no gerenciamento do município.
“Os números se referem apenas ao emprego de carteira assinada de empresas privadas, o que se tráz são variações durante um ano do que foi demitido e contratado. No ano de 2015 chegou a quase 1560 demissões e mesmo assim o governo falou em ponto positivos. Em 2016 o saldo foi positivo em 1.269, assim recuperou parte da perda, mas ainda segue com 291 postos a menos”, disse.
“O mesmo IBGE traz outros números que podem esclarecer esse fato: Juazeiro tem hoje 38.000 pessoas empregadas entre os setores publico e privado, ou seja, pessoas que recebem salários mensais. E tem 43.000 pessoas ocupadas em outras atividades que agrupam os profissionais liberais, empresários, pecuaristas, agricultores, ambulantes, moto-taxistas, taxistas, catadores de lixo, vendedores de amendoim, acarajé, sanduíche, espetinho, donas de casa etc”, acrescentou.
Fonseca dize que as propagandas divulgadas não é a realidade da cidade. “E um absurdo da alta rotatividade: em um universo de 25.500 empregados houve troca de quase 70% dos postos de trabalho. O que revela essa alta rotatividade no emprego? Que o emprego tem sido basicamente de pessoas com baixa qualificação profissional, são empregos temporários, que é típico na construção civil, na agricultura, no setor de serviços os mais elementares etc”, explicou.
“Na verdade as pesquisas tomam apenas o conceito de empregado com carteira assinada e não traz nada mais sobre os que são ocupados e os sem ocupação. Um catador de lixo em atividade está ocupado, portanto, não é um desempregado. Mas, o que é um catador de lixo, senão um ser vivendo no próprio abismo do desemprego? A propaganda mascara a gravidade desse problema em que envolve o desemprego, a ocupação informal e a desocupação”.
Ele disse ainda que a Prefeitura não possui estratégias definidas para geração de renda no município. “Não cuida sequer dos espaços públicos de feiras, não há programas de treinamentos e profissionalização, não há programas de apoio à atividade da pequena indústria, da pecuária, do processamento de produtos alimentares. Nada! Nada que possa evitar a alta mobilidade no emprego, que decorre do que se chama de desemprego estrutural, advindo da defasagem entre o nível técnico exigido e a baixa qualificação profissional do trabalhador, não se preocupa jamais em qualificar o trabalhador em profissões que lhe assegurem maior permanência no emprego”.
Da Redação/BlogQSP