Uma greve geral está sendo organizada pelos trabalhadores do setor educacional de todo o Vale do São Francisco. O ato será a primeira etapa dos protestos sindicais contra as reformas impostas pelo governo do presidente Michel Temer.
A PEC 241 é uma proposta de Emenda Constitucional que prevê o congelamento em investimentos públicos para os próximos 20 anos, aprovada no último dia 25 de outubro na Câmara Federal e que agora no Senado é a PEC 55/2016: propõe medidas que irá interferir diretamente nas verbas destinadas à Saúde e Educação, já que os repasses de verbas serão reajustados apenas de acordo com a inflação e propõe medidas prejudiciais aos servidores públicos e a precarização de serviços como a educação e a saúde.
Em Juazeiro, o ato acontecerá na próxima sexta-feira (11), na sede do Sindicato, localizado na Rua Cícero Feitosa, nº 166, bairro Alagadiço, às 9h. Em seguida os trabalhadores saíram em marcha pelas as Ruas da cidade. De acordo com o diretor da APLB/Sindicato de Juazeiro, Gilmar Nery, os trabalhadores em educação vão se somar aos demais trabalhadores e dizer que não toleram nenhuma perda de direito.
“A mobilização é contra a terceirização, a Lei da Mordaça, a PEC 241, o PLP 257, o PL 4567, a reforma da Previdência, a reforma do Ensino Médio, a flexibilização do contrato de trabalho, a prevalência do negociado sobre o legislado e em defesa da lei do piso. Estamos chamando a atenção de todos os trabalhadores com relação ao desmonte na educação e nos serviço públicos e é por isso que iremos parar na sexta-feira”.
Nery frisou que os trabalhadores da área da educação não podem perder os direitos que já foram conquistados ao longo de todos os anos. “O Governo Temer é golpista e veio para atender outros interesses ao capital e com isso deixando de lado social, a educação já teve vários avanços esses anos e neste momento a gente ver como uma ameaça grave e eminente do plano nacional da educação que nós temos metas para cumprir até 2024 e é por isso que estamos em conjunto com outros sindicatos, associações e a população em geral”.
Ainda assim, ele disse que se a PEC 241 for aprovada, trará graves consequências para a região. “Eles querem congelar salários e com isso vai afetar diretamente o piso nacional, a exemplo, de não termos mais reajustes salariais, concursos públicos, as prefeituras deixaram de elaborar o Planos de Cargos, Carreiras e Salários, entre outros prejuízos”.
Por fim, ele falou sobre o funcionamento das escolas no dia 11 de novembro. “Esperamos que as escolas fechem as suas portas para discutir este assunto. Os estudantes hoje estão ocupando as escolas e universidades contra a ‘PEC da morte’, é um cenário muito promissor, a juventude está se atendando para o problema e com isso eles estão ocupando as escolas com uma forma de pressionar o governo a recuar das decisões da reforma do ensino médio que trás diversos maléficos, com essas reformas fragiliza o ensino médico e a educação em geral”.
Da Redação/Thalita Bezerra
