No interior do estado, aparecem políticos de Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Juazeiro, Madre de Deus e Simões Filho. Os candidatos à prefeitura dos municípios da Região Metropolitana de Salvador que são listados são Ademar Delgado (R$ 100 mil), Maurício Bacelar (R$ 100 mil), Tonha Magalhães (R$ 50 mil), Alberto Castro (R$ 50 mil), Jussara Márcia (R$ 50 mil), Carmem Gandarella (R$ 50 mil), Dinha Tolentino (R$ 20 mil) e Eduardo Alencar (R$ 50 mil). O candidato a vice-prefeito de Madre de Deus, Jeferson Andrade (R$ 50 mil), também aparece, assim como o atual prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, o “Passivo” (R$ 300 mil). Mais uma vez não é possível verificar de que forma teriam chegado aos políticos.
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Aspirantes baianos a um cargo no Congresso Nacional (e que foram eleitos) também são listados. Arthur Maia (PPS), Daniel Almeida (PCdoB), Geraldo Simões (PT), José Carlos Aleluia (DEM), Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), Nelson Pelegrino (PT) e Paulo Magalhães (PSD) teriam recebido repasses em 2014. João Almeida (PSDB), que não se elege desde 2010, aparece na lista como beneficiado com R$ 50 mil. Geraldo Simões, o “Cacau” (identificado como Geraldo de Itabuna), teria recebido R$ 200 mil – toda a sua campanha declarada em 2014 foi de R$ 90,8 mil.
Arthur Maia, o “Tuca”, teria recebido R$ 50 mil em 2010 e R$ 100 mil em 2014 – foram declarados apenas R$ 30 mil, originários da Braskem, em 2014. Daniel Almeida, o “Comuna”, teria recebido R$ 150 mil – foram declarados apenas R$ 30 mil, originários da Braskem. José Carlos Aleluia teria recebido R$ 150 mil – foram declarados R$ 105 mil da Braskem e R$ 175 da Odebrecht. Nelson Pelegrino, o “Pelé”, teria recebido R$ 1,5 milhões – foram declarados R$ 125 mil, da Braskem. Jutahy Magalhães foi o “líder” de citações na tabela, aparecendo quatro vezes: teria recebido R$ 30 mil em 2010 e posteriormente R$ 150 mil, em 2012, e R$ 500 mil (sem referência do período), além de outra menção sem relação a valores. Declarou ter recebido R$ 200 mil da Odebrecht e R$ 230 mil da Braskem em 2014. Já Paulo Magalhães, o “Goleiro”, que teria recebido R$ 80 mil, declarou R$ 30 mil da Braskem.
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Dois deputados estaduais aparecem na listagem: Leur Lomanto Júnior e Marcelo Nilo. Lomanto Jr., que aparece listado erroneamente como candidato a deputado federal em 2010, teria recebido R$ 16 mil; já Marcelo Nilo, o “Rio”, teria recebido R$ 300 mil, e declarou R$ 109,8 mil provenientes da Braskem. Há ainda uma menção de repasse de R$ 2 milhões ao prefeito ACM Neto nos documentos, sem referências a anos ou períodos eleitorais. No total, 42 políticos baianos receberam repasse de verbas da Braskem e Odebrecht de forma direta em 2014, mas apenas oito apareceram nos documentos – o que equivale a cerca de 20% dos beneficiados. Todos os dados dos documentos podem ser vistos no portal do jornalista Fernando Rodrigues, no Uol, quem primeiro deu as informações (clique aqui e veja). Após a divulgação da lista da Odebrecht, os políticos citados negaram qualquer relação ilítica entre a empreiteira e a campanha – em quaisquer um dos períodos eleitorais.



