
ELE É ACUSADO DE ABANDONAR CATEGORIA EM GREVE E MANDAR PATRÃO CORTAR O PONTO
AP – Funcionários da rede municipal de saúde que trabalham como agentes de endemias decidiram manter o que foi decidido em assembléia no dia 23 deste mês, pela paralisação de 72 horas para que a Administração Municipal de Juazeiro possa resolver o problema salarial da categoria. Segundo um dos funcionários que fez parte da assembléia, Carlos Henrique de Souza, a insatisfação da categoria é geral contra o presidente do SINTASE, Jorge Brandão, que pretendia a qualquer custo evitar o movimento, e ainda está ameaçando os próprios colegas a retornarem com corte de ponto.
“É uma falta de respeito, a categoria decidiu parar no dia da assembléia, e simplesmente o presidente Jorge que se diz representar (?) a categoria disse que não iria acatar a decisão. O mais vergonhoso que ele só queria parar na quarta-feira e saiu da assembléia sem falar nada e ligou para os colegas dizendo que não iria cobrir o dia de ninguém e se isentou da responsabilidade de está aqui no dia de hoje na frente do Paço Municipal. O mais vergonhoso é que ele está agora na Secretária de Saúde sentado deixando todos nós aqui abandonados”desabafou Carlos Henrique de Souza.
Ele afirmou ainda que pretendente junto com os colegas encontrar uma solução para expulsá-lo do cargo de presidente do SINTASE por se tratar um um sindicalista pelegão. “Vamos continuar com nosso movimento, e depois pretendemos encontrar uma saída através do estatuto para expulsá-lo do sindicato. Aqui na praça tem mais de 60 pessoas, sendo que algumas fora ameaçadas por ele do corte de ponto por esse pelegão”, disparou.
Outra pessoa que se mostrou revoltada e decepcionada com Jorge Brandão foi a servidora Shirley da Silva Lopes. “Ele teve a postura covarde, depravada. Ele esteve diante de toda categoria e agora tirou o corpo de banda. Nós estamos amparados pelo direito de greve, até porque ele não é juiz e apenas um insignificante presidente do nosso sindicato. Este foi o presente que recebemos dele para o primeiro de maio – dia do trabalhador – ganhando um abacaxi de presente”, desabafou.
A reportagem tentou contato com Jorge Brandão e não conseguiu. Mas segundo informações repassadas por integrantes do movimento, horas depois que a nossa reportagem saiu do local ele apareceu do nada.
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