AP – Assim como em quase todo o país, Juazeiro não foi diferente a pouca participação de poucas pessoas no segundo ato do movimento ‘Fora Dilma’. No país um dos principais problemas a tirar o fôlego de parte dos organizadores foi casos de denúncias de corrupção contra integrantes do PSDB, DEM e outros partidos.
Mas em Juazeiro, lideranças se mostraram insatisfeitas devido ao dia e a hora escolhido pela coordenação. “Não basta a pessoa querer fazer, basta ela se organizar. Em um dia de domingo a tarde, as 16:50h contamos com menos de 150 pessoas, isso é chato, desgastante e ruim para o movimento.
Então não tem como fazer, isso porque as pessoas erradas se sente como fortes. Um domingo a tarde em horário de descanso, com jogos televisionados prejudicou bastante. Em São Paulo a quantidade de gente foi inferior a primeira deixando muitas pessoas pelo resto do país frustradas. Outra coisa, eu não convidei ninguém, fui convidado. Mas o importante é colocar Dilma e o PT para fora do Governo porque o país não pode continuar do jeito que está”, relatou o vereador Amilton Ferreira (DEM).

Outro vereador que estava descontente com a pouca quantidade de pessoas foi Bené Marques (PSDB). “Os coordenadores do movimento erraram o dia para fazer este movimento.
Deveria ter sido pela manhã porque a tarde não tem condições, e ainda assim eu acho que o povo de Juazeiro tem que ter consciência para defender seus direitos. Juazeiro tem mais de 200 mil pessoas e aqui deveria ter no minimo mil pessoas e tem hoje esta quantidade.
O Brasil não pode continuar da maneira que está com esse governo sendo denunciado todos os dias em casos de falcatruas e tudo aumentando. Infelizmente estou um pouco decepcionado. Eu acho que nós que fazemos parte da oposição temos que nos unir mais e se organizar para fazer as coisas”.

Já o ex-prefeito de Juazeiro, Joseph Bandeira (PSB) discordou dos colegas. “Eu acho que tem a mesma quantidade de pessoas da que foi realizada no dia 25 de março. Não é fácil juntar em um dia de domingo mais de cinco milhões de pessoas. Agora, os organizadores deveriam ter dado um espaço maior para fazer esta segunda mobilização, mas o importante é o povo na rua pedindo por mudanças porque o que não pode é esse governo continuar, envolvido em corrupção e acabando com todo patrimônio de nosso país. Se o povo não for para as ruas, acaba em pizza”, relatou.

Subiram a rampa da ponte Presidente Dutra e se encontraram com outro grupo de Petrolina com menos de 50 pessoas na Ilha do Fogo. Elas interditaram a ponte e houve problema com a Polícia Rodoviária Federal que tentou prender e multar o carro de som. Ainda assim, os agentes não aceitaram a interdição do local proibindo a passagem de veículo. A manifestação durou 30 minutos.
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