A audiência pública foi proposta pelo vereador Gilmar Santos (PT) e consta como atividade oficial da Câmara Municipal, aprovada por unanimidade.
Com início às 19 horas, a reunião aconteceu no espaço de eventos do residencial Vila Verde.
A audiência pública é aberta à população, que terá o direito de se posicionar e cobrar os representantes do poder público que se fizerem presentes.
Moradores relatam que a situação se agrava nos períodos chuvosos, com alagamentos constantes que provocam rachaduras na estrutura do condomínio e já resultaram na queda de um muro do residencial.
Além dos riscos estruturais, a população convive com o mau cheiro e a proliferação de insetos nos alagamentos formados por água de chuva e retorno de rejeitos do esgoto.
Há meses os moradores denunciam a situação vivida na comunidade, que, segundo o vereador Gilmar Santos (PT), são consequências da falta de saneamento básico no bairro de Mandacaru, próximo aos residenciais.
O parlamentar afirma que, por falta de infraestrutura, a água das chuvas e o esgoto acabam retornando para a área dos condomínios, expondo as famílias a doenças.
“É preciso ouvir a população, reunir órgãos responsáveis e cobrar soluções efetivas. Então essa audiência pública é fundamental para que nós enfrentemos esses problemas coletivamente”, diz o vereador.
No início de abril, a governadora Raquel Lyra (PSD) celebrou a transferência dos serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto para a iniciativa privada.
Antes sob responsabilidade da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), agora os dois serviços ficarão sob a responsabilidade da empresa Vita Sertão, que pagou R$ 805 milhões ao Governo do Estado pelo direito de explorar, pelos próximos 35 anos, os dois serviços nos 24 municípios que formaram o bloco Sertão no leilão.
A Vita Sertão é uma sociedade anônima (S/A) encabeçada pelo fundo de investimentos Patria Private Equity Trust, grupo britânico fundado em 2001.
O leilão foi realizado em dezembro de 2025, mas o contrato só foi assinado no início de abril. A transferência dos serviços se dá de modo gradual, ao longo de seis meses a partir da assinatura do contrato, período durante o qual a Compesa segue como prestadora. A Vita Sertão só assume os serviços integralmente em outubro.
Em 2025, Petrolina possuía 76,6% de cobertura no abastecimento de água e 66,8% de cobertura na coleta de esgoto, ambos os dados extraídos do estudo Ranking do Saneamento 2025, do Instituto Trata Brasil. A promessa é que a entidade privada alcance 90% de cobertura de saneamento na região e 99% de cobertura de abastecimento de água até 2033, dentro de menos de oito anos. A conferir se será cumprido.