FAÇAM SUAS APOSTAS
No quinto mandato como deputado federal, o presidente estadual da União Progressista, Eduardo da Fonte volta a figurar no centro das articulações políticas em Pernambuco. Incentivado por aliados e correligionários, seu nome passou a ser tratado com mais ênfase como possível integrante de uma chapa majoritária ao Senado na órbita da governadora Raquel Lyra.
A movimentação não surge por acaso: trata-se de um parlamentar experiente, com forte presença eleitoral e trânsito consolidado em Brasília, características que pesam em um cenário onde competitividade e capilaridade são decisivas.
Mesmo sem nunca ter disputado uma eleição majoritária, Eduardo da Fonte aparece bem posicionado em levantamentos internos e pesquisas de opinião, o que chama atenção dentro do próprio grupo governista. Esse desempenho sugere que há um eleitorado consolidado disposto a migrar seu apoio de disputas proporcionais para uma eventual candidatura ao Senado.
Caso oficialize seu nome, o deputado tende a ampliar seu protagonismo, não apenas pela estrutura partidária que comanda no estado, mas também pela capacidade de articulação política construída ao longo de anos no Congresso Nacional.
O cenário, no entanto, não é de candidatura isolada. A federação também abriga outro nome que se coloca como pré-candidato ao Senado: Miguel Coelho, filiado ao União Brasil. Jovem, com trajetória executiva recente e forte base no interior, Miguel representa um perfil diferente dentro da mesma composição política.
A coexistência dessas duas pré-candidaturas evidencia um jogo interno que ainda está em aberto, onde fatores como alianças, viabilidade eleitoral e composição de forças deverão influenciar a decisão final.
Apesar disso, as movimentações mais recentes indicam que Eduardo da Fonte não recuou de sua pretensão. Pelo contrário, tem mantido presença ativa nas discussões e sinalizado disposição para entrar na disputa.
A definição da chapa ao Senado, portanto, tende a ser um dos capítulos mais relevantes da construção política para as próximas eleições em Pernambuco, com impacto direto no equilíbrio entre as forças governistas e na estratégia de consolidação do grupo liderado por Raquel Lyra.
Edmar Lyra