De acordo com dados obtidos a partir do celular do executivo, apreendido no momento da prisão, Vorcaro teria relatado ao ministro o andamento de negociações relacionadas à venda do banco. As mensagens também indicariam menções a um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal em Brasília e que resultou na prisão do empresário.
Nos diálogos, segundo os registros, Vorcaro afirma ter antecipado um acordo e diz que conseguiu preservar a operação, embora “não fosse do jeito que ele queria”. Em outro trecho, menciona um suposto vazamento que “será péssimo, mas pode ser um gancho para entrar no circuito do processo”. Durante o dia, o banqueiro ainda teria perguntado duas vezes ao ministro se havia alguma novidade e questionado: “Conseguiu bloquear?”.
Os prints de nove mensagens trocadas via WhatsApp entre 7h19 e 20h48 daquele dia foram obtidos com exclusividade por um blog. O último contato registrado ocorreu pouco mais de uma hora antes da abordagem da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, que ocorreu por volta das 22h.
Procurado, Alexandre de Moraes informou, em nota enviada na tarde de quinta-feira, que “não recebeu as mensagens referidas na matéria” e acrescentou que “trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o STF”.
A defesa de Daniel Vorcaro foi consultada, mas informou que não comentaria o caso.
As informações são da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo.