Eleições 2026: “Miguel não tem perfil para vice de ninguém”, diz aliado, sobre compor majoritária com João Campos; senado é sua meta

Ventos sopram para Porto na vice de João

Ainda é muito cedo, diga-se de passagem, mas um dos assuntos que mais movimentam os bastidores desta fase pré-eleitoral no Estado diz respeito ao candidato a vice na chapa do pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos. Um dos nomes mais lembrados até então era o do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB).

Seus interlocutores, entretanto, garantem que ele não aceita porque está fixado na disputa ao Senado. “Miguel não tem perfil para vice de ninguém”, comentou um desses aliados do ex-prefeito. Com Miguel, João trazia o Sertão para a chapa, cumprindo um critério regional, ao mesmo tempo em que integrava o litoral, na pessoa dele, ao Sertão, com o tradicional clã Coelho.

Diante disso, também seguindo a lógica do critério regional, há quase já uma unanimidade em torno do nome do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB). Porto, justiça se faça, está acima do critério regional. Com ele, João teria um companheiro de fé, leal, correto e, mais do que isso, identificado com a estratégia de enfrentamento ao Governo Raquel.

Aliado de primeira hora de Raquel Lyra (PSD), o valente Porto abraçou a candidatura dela ao Governo do Estado quando quase ninguém acreditava na sua viabilidade. Aliás, foi o único deputado com mandato a apoiar a candidatura de Raquel desde o 1º turno. Também viabilizou, praticamente sozinho, a convenção de Raquel, no Clube Português, trazendo gente das suas bases, em caravanas do interior, para o evento.

Eleita, Raquel, entretanto, ficou pelo menos 30 dias sem falar ou atender às ligações de Porto. Só veio a procurá-lo quando tomou conhecimento da sua pretensão de concorrer à presidência da Alepe. Na ocasião, questionou, dizendo que era muito cedo para esta postulação. Como resposta, Álvaro afirmou que até ali ela não o tinha procurado e que, nesse caso, tomaria o seu caminho e iria em frente.

Logo depois, se soube que Raquel apoiava o deputado Antônio Morais, que, por sinal, tinha votado, no primeiro turno, no candidato Danilo Cabral. Ficava evidente a ingratidão da governadora. O episódio deixou claro o modo de agir de Raquel.

O tempo passou e cuidou de distanciar Porto de Raquel. A solução construída entre a Alepe e a Prefeitura do Recife para evitar que pequenos municípios pernambucanos perdessem ICMS, resolvendo uma questão desprezada pelo governo de Raquel, fez Porto se aproximar do prefeito João Campos. Surgiu, a partir dali, uma boa convivência, com a convergência de muitos pontos de vista.

De lá para cá, nos últimos três anos, Álvaro tem sido um dos principais baluartes do projeto do prefeito. Tem se dedicado a fazer o principal contraponto à gestão da governadora, sendo, para muitos, o principal líder da oposição.

Não tem se intimidado com ameaças e outros tipos de pressão. Não muda o estilo aguerrido e sincero, tendo ido em frente como um trator. O prefeito chega ao ano da eleição com muita musculatura política, liderando as pesquisas, com ampla possibilidade de se eleger.

Álvaro Porto, portanto, se expôs sem subterfúgios ao defender a postulação de João Campos ao Governo do Estado. Na verdade, desconheço alguém que se doou tanto, correndo riscos como ele. Por isso, até as paredes do Legislativo ouvem que ele está mais do que credenciado a fazer parte da majoritária na condição de vice-governador.

Além de tudo isso, Porto tem forte influência no Agreste e em outras regiões do Estado, sendo reconhecido por todos pela sua palavra, compromisso com a verdade, se destacando como a grande liderança em defesa da candidatura de João Campos.

Este credenciamento à vice se dá a partir de um protagonismo construído na presidência da Assembleia Legislativa, com responsabilidade e firmeza diante de um governo desarticulado politicamente, que tentou impor à Casa a responsabilidade pela ineficiência, morosidade e ausência de entregas.

Coluna de Magno Martins

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