Traição no Sertão: a emboscada que selou o fim de Zé Baiano, o cangaceiro mais temido do bando de Lampião

Antônio de Chiquinho foi um coiteiro do cangaço que, diante da constante perseguição policial e do desgaste provocado pela convivência com o bando, decidiu romper definitivamente com os cangaceiros.

Vivendo sob pressão permanente das autoridades e temendo pelas próprias consequências de continuar dando apoio ao grupo, ele passou a enxergar a ruptura como a única saída possível.

Em 7 de julho de 1936, no povoado de Frei Paulo, em Sergipe, Antônio de Chiquinho organizou uma emboscada contra Zé Baiano e parte de seus homens.

Aproveitando o momento de uma suposta entrega de alimentos, prática comum entre coiteiros e cangaceiros, o grupo foi surpreendido e executado, encerrando de forma abrupta a trajetória de um dos integrantes mais violentos e temidos do cangaço.

Após o ataque, o responsável pela emboscada manteve o ocorrido em segredo por um período, movido pelo medo de represálias por parte de Lampião, já que Zé Baiano ocupava posição de confiança dentro do bando. A possibilidade de vingança era real e amplamente temida entre os moradores da região.

Apesar disso, nenhuma retaliação foi realizada. De acordo com relatos históricos, Lampião teria sido convencido a não reagir, decisão atribuída à influência de Maria Bonita, que avaliou que uma ofensiva naquele momento poderia trazer mais riscos do que vantagens. Assim, o episódio foi encerrado sem novos confrontos, marcando um raro caso em que a morte de um cangaceiro de destaque não resultou em represálias armadas.

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