Conforme ficou comprovado no processo, de 2011 a 2017, Gilmar Júnior compartilhou, pela internet, milhares de arquivos com imagens e vídeos contendo pornografia infantil. No cumprimento de medida de busca e apreensão requerida pelo MPF, a partir de investigação da Polícia Federal, em julho de 2017, foram encontrados na residência do condenado 9.753 arquivos com imagens e 1.482 com vídeos de sexo explícito e pornografia envolvendo menores de 18 anos de idade.
Cinquenta e quatro arquivos estavam sendo compartilhados pela internet no momento da apreensão do material. Foram identificadas ainda 160 conversas feitas por meio de software para compartilhamento de arquivos envolvendo pornografia infantil. Gilmar Júnior foi preso em flagrante na época.
No decorrer do processo, o MPF havia recorrido para que a Justiça condenasse o professor também à perda do cargo público na rede de educação básica, considerando a quantidade da pena aplicada e a evidente incompatibilidade de seu perfil criminal com o cargo de professor de crianças e adolescentes. O recurso foi acatado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que decretou a perda do cargo.
Por Roberto Gonçalves
