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SINDICALISTA DENUNCIA MANOBRA PARA A PROVAÇÃO DA VENDA DA ELETROBRAS E DE CHESF

O Ministério de Minas e Energia anunciou que vai propor a privatização da Eletrobrás, estatal brasileira responsável pela geração e distribuição de energia. A Eletrobrás Centrais Elétricas Brasileiras S.A. responde por 31% da geração de energia do país e por 47% das linhas de transmissão. Nos últimos anos, seu valor de mercado vinha diminuindo e, entre 2012 e 2015, a companhia somou prejuízos de R$ 30 bilhões.

A Eletrobrás é uma sociedade de economia mista, de capital aberto (com ações negociadas em bolsas de valores), mas controlada pelo governo, que tem a maioria das ações ordinárias. Está em estudo pela atual administração reduzir a participação da União no capital da estatal, tirando o governo do controle da empresa. O anúncio não era esperado, já que, até então, o plano do governo era vender apenas parte de suas participações, como algumas das distribuidoras de energia.

Na lista, está incluída a proposta que trata da venda de seis distribuidoras da Eletrobrás no Norte e no Nordeste e o projeto que permite à Petrobras transferir, para outras empresas, até 70% dos direitos de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo, a chamada cessão onerosa.

Diante do anúncio, o Diretor do Sinergia Gilberto Santana, participou do Programa Bastidores da Notícia lamentou a decisão e disse que o Brasil está sendo entregue pelo ar, terra e subsolo. “Não há mais nem razão da gente ter forças armadas – o presidente está vendendo tudo então não precisamos das forças armadas para nos defender. A venda da Chefs significa a eutanásia. A Eletrobrás foi avaliada em mais de R$ 400 bilhões de dólares e o presidente quer vender por R$ 12 bilhões de reais e se comprometem com os compradores de pagar uma dívida de R$ 12 milhões”, explicou.

Ainda assim, ele esclareceu sobre os comentários de que o Rio São Francisco será vendido. “O projeto de número 9463 que tem como relator o Deputado José Carlos de Aleluia (DEM) coloca sobre ameaças os royalties por conta que os ativos são vendidos. Na venda dos ativos você é dono do patrimônio, então quem comprar a Chesf e a Eletrobrás será dono do patrimônio, então o Rio São Francisco ficará sobre controle do dono e é por isso que estamos falando que estão vendendo o rio. Vender a Chesf significa matar o rio”, disse.

Por outro lado, ele criticou a tarifa vermelha que vem sendo cobrada pelo Governo. “É um absurdo essa bandeira vermelha, Sobradinho já tem 34% de acumulo de água, as nossas usinas estão em capacidade de produzir energia em abundancia e o governo faz isso porque precisa fazer caixa e com argumento de que os lagos vão juntar águas para o período de escassez, isso é um engano. Somos contra qualquer tipo de energia que use os combustíveis fosseis, isso é uma poluição do meio ambiente”.

Por fim, ele falou dos avanços durante esta semana sobre a venda da Eletrobrás. “Essa semana entrou em ebulição por conta que conseguimos na área das distribuidoras a suspensão dos leilões por força de uma liminar da justiça e tivemos também um compromisso do presidente da Câmara Rodrigo Maia de não pautar pelo menos este ano o projeto 9463 que entrega todo grupo Eletrobrás. Como iremos entrar no período eleitoral fica aqui o meu recado não iremos votar nos candidatos que são a favor da venda da Eletrobrás”, concluiu

Da Redação/BlogQSP