Na manhã de hoje (22), o secretário de Saúde de Juazeiro Plínio Amorim, o Procurador Geral do Município Eduardo José Fernandes, a diretora permanente do Hospital Materno Infantil do Município Fabíola Ribeiro e a Dra. Fabíola Leite que atualmente está na direção da unidade hospitalar concederam entrevista coletiva à imprensa regional para falar sobre a superlotação da unidade de Juazeiro provocada desde o último dia 16 de dezembro com o fechamento do Hospital Dom Malan para os atendimentos de baixa e média complexidade nas áreas de pediatria, já ultrapassando os 40% e a obstetrícia os 60% do atendimento na unidade.
A coletiva foi realizada na sede da maternidade de Juazeiro. O secretário de saúde disse que devido ao aumento de atendimentos nos últimos dias ficará complicado o município arcar com a demanda. “Tivemos um aumento de 43% e com isso em breve não teremos condições de arcar. Queremos deixar claro para a população de que a maternidade de Juazeiro não tem condições de fazer todos os atendimentos, não estamos querendo nos ausentar dos compromissos, infelizmente não temos condições”, explicou.
“O problema do hospital Dom Malan tem que ser solucionado rapidamente. Pedimos a ajuda da imprensa para que divulguem essas informações, sabemos que é a população que sofre com isso. Já entramos em contato com o Ministério Público para que este problema seja solucionado, sabemos que a saúde é sempre um bem e negociável para a população e não podemos deixar isso para o amanhã”, acrescentou.
Por sua vez, a Dra. Fabíola Ribeiro disse que o hospital hoje é referência para 53 municípios, atendendo 27 cidades na Bahia e o restante em Pernambuco com atendimentos de baixa e média complexidade. “Atendendo os 53 municípios já geram uma demanda grande, a nossa média de partos mensal era de 400 partos e somente este mês já estivemos 412 partos e no intervalo de 6 dias um aumento de mais de 50%, nós não estávamos preparados para passar por isso e a nossa principal preocupação é em relação a questão assistencial. Nós já aumentamos a equipe, autorizados pelo secretário, mas o desgaste físico dos trabalhadores e a condição estrutural podem comprometer o nosso trabalho” relatou.
Da Redação/BlogQSP