DIRETO DE PILÃO ARCADO

POPULAÇÃO DE PILÃO ARCADO REVOLTADA COM TRATAMENTO NA AGÊNCIA DO BANCO DO BRASIL

AP – É grande a revolta popular no município de Pilão Arcado, Bahia, referente ao atendimento oferecido pela agência do Banco do Brasil. Segundo os comerciantes está sendo impossível sustentar seus estabelecimentos devido a constante falta de dinheiro na agência, inclusive no horário comercial, e ainda ter que suportar a fuga de clientes para outras cidades.

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“Sou cliente da agência desde 1990 quando era um posto. Hoje estamos sofrendo sérios problemas devido a constante falta de dinheiro durante a semana, e ainda a porta da agência ser trancada na chave durante os finais de semana e feriados impedindo o acesso de clientes e usuários ao auto-atendimento”, lamenta o comerciante e cliente Antonio Roberto.

Ele afirma ainda que “tem momento que a agência é fechada em horário comercial cheia de clientes devido a falta de dinheiro”. Ele mostrou preocupado com o sofrimento dos aposentados e pensionistas que moram distante da sede do município, sendo que muitos viajam quase 200 km em cima da carroceria de um carro aberto enfrentando péssimas condições das estradas, poeira e buracos, e quando chegam na agência está fechada ou não tem dinheiro passando a pedir favor as pessoas. “É de fazer pena quando eles chegam aqui na cidade devido ao cansaço da viagem. Muitos não conseguem retirar suas aposentadoria e retornam para suas casas numa situação difícil. A direção da agência acusa o Governo do Estado em não colocar segurança”.

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De acordo informações coletadas pela reportagem do AP, na quinta-feira (04) e sexta-feira (05) a agência estava sem dinheiro. Ainda na sexta a tarde, por volta das 15h, a agência foi abastecida, mas os clientes não tiveram acesso porque o auto-atendimento não funciona. A revolta na cidade por parte de comerciantes tem aumentado a cada dia com a cidade ficando vazia porque as pessoas estão se dirigindo para os municípios vizinhos de Remanso, Buritirama, Campo Alegre de Lourdes e São Raimundo Nonato (PI).

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Com isso, o que mais ainda tem deixado as pessoas revoltadas é a falta de compromisso da administração municipal e a câmara de vereadores em não tomar providências para tentar resolver a situação. “A gente não vê uma ação da Câmara de Vereadores e do prefeito municipal”.

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Para a comerciária Ângela Nascimento Silva “a situação nos preocupa porque envolve sobrevivência”. O comerciante  Joelson Teixeira é cliente da agência há 18 anos, e é outra pessoa a sofrer com a situação.”Para nós que vivemos do comércio quando vamos até a agencia fazer saques para pagar nossos compromissos não tem dinheiro. Estamos tomando prejuízo porque o movimento caiu e ainda estamos deixando de vender a vista. As autoridades não tomam providencias,” lamentou.

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O comerciante Jailton Alves Rosa é outra pessoas a sentir na pele os problemas. “A população está a mercê sendo forçada a se deslocar para outro municípios. Se um feriado cair na sexta, a agencia fecha no dia anterior as 16h  e só reabre na segunda deixando todos nós comerciantes numa situação nada boa”. Ele retrata mais problemas: “O nosso município é pobre, e para eu e outras pessoas que somos pequenos comerciantes a situação fica mais difícil.  Quando as pessoas saem daqui para outras cidades para fazer saques, elas aproveitam e fazem compras por lá. Hoje são várias as pessoas que nem pisam os pés aqui na cidade, vão logo direto para esses lugares”.

Jailton teme que a situação possa piorar mais ainda com o passar dos dias. “Nos anos 90 a agencia foi assaltada e passou vários dias fechada. Para ser reaberta, a população foi obrigada a fazer manifestações, pedir interferência de políticos. Caso aconteça um novo assalto a situação pode piorar mais ainda. Se hoje está ruim, pior com as portas fechadas”.

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“Com esta situação não sei o que será de nós comerciantes. Hoje o comerciante que tiver dinheiro é melhor deixar em casa trancado  para não ser refém do Banco do Brasil (…) O atendimento para as pessoas jurídicas é péssimo, chega a determinados momentos que temos que pedir por favor, enfrentando longas filas deixando o nosso comercio abandonado durante o dia (…) É um banco que tem poucos funcionários”. Ele foi outro a lamentar a falta de compromisso do poder público municipal em resolver a situação. “Eu não tenho nenhum conhecimento que o prefeito e a câmara de vereadores tenham feito alguma coisa para tentar resolver o problema”.

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O tratamento diferenciado pela direção do banco, em comparação a outros municípios vizinho, pode provocar mais prejuízos ao comercio da cidade. O município de Pilão Arcado tem pouco mais de 35 ml habitantes, sendo que a maioria reside na zona rural. Estas pessoas são as que mais vem sofrendo com o problema.

A reportagem tentou contato com a Superintendência Regional do Banco do Brasil e não conseguiu.

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