{"id":390318,"date":"2025-03-23T11:00:09","date_gmt":"2025-03-23T14:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318"},"modified":"2025-03-22T17:49:52","modified_gmt":"2025-03-22T20:49:52","slug":"samba-de-veio-do-rodeadouro-manifestacao-cultural-celebra-a-ancestralidade-da-comunidade-ribeirinha-samba-de-veio-do-rodeadouro-manifestacao-cultural-celebra-a-ancestralidade-da-comunidade-ribeirin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318","title":{"rendered":"Samba de V\u00e9io do Rodeadouro: manifesta\u00e7\u00e3o cultural celebra a ancestralidade da comunidade ribeirinha"},"content":{"rendered":"<p>O samba nasceu na Bahia, a partir da mistura de ritmos africanos. Em sua vers\u00e3o original, longe dos traquejos das escolas que desfilam na sapuca\u00ed, os p\u00e9s dos sambistas batem com for\u00e7a no ch\u00e3o e logo voltam ao ar. O movimento \u00e9 repetido em uma velocidade incalcul\u00e1vel. As palmas batem e saias floridas rodopiam, tudo em volta de um c\u00edrculo, com uma dupla dan\u00e7ante no centro.<\/p>\n<p>\u00c9 semelhante ao &#8216;Samba de Roda&#8217;, que nasceu no Rec\u00f4ncavo da Bahia, e \u00e9 assim no &#8216;Samba de V\u00e9io&#8217;, uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural ribeirinha que faz parte das ra\u00edzes do munic\u00edpio baiano de Juazeiro \u2013 mais especificamente, da comunidade do Rodeadouro.<\/p>\n<p><strong>Como come\u00e7ou<\/strong><\/p>\n<p>O Rodeadouro residia nas curvas do Rio S\u00e3o Francisco, a 13 quil\u00f4metros da sede do munic\u00edpio. Inclusive, os antigos contam que o nome surgiu das in\u00fameras voltas \u2013 ou \u201crodeios\u201d \u2013 que as embarca\u00e7\u00f5es precisavam fazer para alcan\u00e7ar a terra firme. Ainda hoje, os moradores mais velhos guardam uma lembran\u00e7a do seu nome original: \u201cRodeador\u201d.<\/p>\n<p>De origem afro-brasileira, a comunidade foi certificada em 2018 como remanescente de quilombo pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares. Essas ra\u00edzes se misturam com a religi\u00e3o cat\u00f3lica, formando o que \u00e9 a hist\u00f3ria do samba da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>De tradi\u00e7\u00e3o oral, o Samba de V\u00e9io tem origem desconhecida. Acredita-se que tenha surgido h\u00e1 mais de 200 anos, nas antigas casas de farinha, locais onde eram fabricados subprodutos da macaxeira. Por l\u00e1, as m\u00fasicas eram cantadas pelos trabalhadores enquanto mo\u00edam a mandioca e faziam suas atividades.<\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o tem ideia de como come\u00e7ou. Mas como os mais velhos conversam, como aqui era um quilombo, os negros chegaram e o modo deles de se divertir era uma roda de samba. A gente tem ideia de que come\u00e7ou da\u00ed e os mais velhos foram continuando. Foi resgatado mais tarde nas casas de farinha\u201d, conta a moradora do Rodeadouro e a sambista Marlene de Sena Silva.<\/p>\n<p>As cantorias tamb\u00e9m tinham rela\u00e7\u00e3o com os reisados, ou Folia dos Reis, tornando-se uma atividade \u00fanica com o tempo. Depois que acontecia a folia, os sambistas visitavam as casas das pessoas e perguntavam: \u201csamba ou lamba?\u201d, da\u00ed em diante era hora de ver a poeira subir.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-390319\" src=\"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/blogqspjua-rodeadouro-samba-de-veio-1-e1742676486906.jpeg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"504\" \/>&#8220;Do reisado, parte para o samba. Cantava o reisado e, se a pessoa quisesse, sambava em casa&#8221;, conta dona Ov\u00eddia Izabel de Sena, uma das moradoras mais antigas da comunidade.<\/p>\n<p>&#8220;Se o dono dizia &#8216;samba&#8217;, da\u00ed a gente sambava. S\u00f3 sa\u00eda de l\u00e1 depois que comia o bode. Mas agora n\u00e3o \u00e9 mais assim&#8221;, conta Suel\u00ed Maria de Sena.<\/p>\n<p><strong>Os instrumentos e os passos<\/strong><\/p>\n<p>Por falar em bode, o compasso das batidas \u00e9 entoado por um tambor que s\u00f3 existe nas margens do Velho Chico: feito com tamborete e pele de caprinos. Al\u00e9m das batidas, os filhos s\u00e3o guiados pelo tri\u00e2ngulo e o pandeiro, formando um trio de instrumentos.<\/p>\n<p>J\u00e1 a dan\u00e7a \u00e9 envolvente, com os p\u00e9s firmes no ch\u00e3o e giros. Entre os passos, h\u00e1 um convite ic\u00f4nico: a umbigada. Nesse movimento, a pessoa do centro da roda convida outra \u00e0 dan\u00e7a, encostando as suas barrigas.<\/p>\n<p>&#8220;A hist\u00f3ria n\u00e3o se sabe, s\u00f3 que a gente se acostumou dan\u00e7ando assim. A gente samba dali, a\u00ed a gente vai l\u00e1, d\u00e1 uma umbigada e puxa a pessoa para dentro da roda&#8221;, explica Suel\u00ed. Embora n\u00e3o se conhe\u00e7a totalmente esse hist\u00f3rico, \u00e9 importante mencionar que a pr\u00f3pria palavra \u201csamba\u201d, dizem, vem de \u201csemba\u201d, express\u00e3o angolana que significa, justamente, \u201cumbigada\u201d.<\/p>\n<p>E em se tratando de etimologia, uma d\u00favida comum de quem conhece a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 saber o motivo pelo qual se chama o samba \u201cde v\u00e9io\u201d. A resposta \u00e9 f\u00e1cil, segundo Marlene. &#8220;\u00c9 porque antigamente s\u00f3 podia sambar as pessoas com idade. Crian\u00e7a n\u00e3o sambava e nem jovem, porque envolvia bebida alco\u00f3lica. E o motivo da gente, algumas vezes, sambar com a garrafa na cabe\u00e7a \u00e9 para simbolizar isso&#8221;, diz<\/p>\n<p>Mas as coisas j\u00e1 mudaram. Passada de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, a dan\u00e7a envolve hoje, em sua maioria, crian\u00e7as e adolescentes, que se unem aos mais velhos para celebrar a sua cultura.<\/p>\n<p><strong>Um caminho de resgate<\/strong><\/p>\n<p>Quem v\u00ea o samba hoje n\u00e3o imagina que ele ficou esquecido por alguns anos na comunidade. Aconteceu quando as lideran\u00e7as que encabe\u00e7aram a manifesta\u00e7\u00e3o partiram para outro plano, at\u00e9 que o samba foi resgatado para nunca mais morrer.<\/p>\n<p>De acordo com o documentarista M\u00e1rcio Reges, no final da d\u00e9cada de 1980, ap\u00f3s a morte da l\u00edder do grupo, dona Francisca Pereira, houve uma pausa da dan\u00e7a. Mas por meio de uma a\u00e7\u00e3o na comunidade realizada nas escolas, pela professora Lucimeire Oliveira, a raiz foi resgatada.<\/p>\n<p>\u201cAs primeiras pessoas que foram nos ensinando morreram e acabaram o samba. Com o passar do tempo, uma professora se interessou muito pelas culturas da regi\u00e3o. Ent\u00e3o, algu\u00e9m falou sobre a cultura do samba e decidimos &#8220;vamos resgatar&#8221;. Da\u00ed criamos gosto e criamos o nosso grupo\u201d, conta Suel\u00ed.<\/p>\n<p>O festejo passou a integrar todas as festividades, especialmente as de origem religiosa e cat\u00f3lica, unindo a comunidade.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma mistura de religi\u00f5es e culturas. A gente pega algumas coisas da celebra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 e coloca no samba&#8230; por a\u00ed vai. Assim fomos misturando&#8221;, explica Marlene.<\/p>\n<p>Hoje, todo m\u00eas de janeiro, a festa de Reis \u00e9 marcada pelo samba. N\u00e3o \u00e0 toa, o dia 6 de janeiro \u00e9 institu\u00eddo como \u201cDia Municipal do Samba de V\u00e9io do Povoado do Rodeadouro\u201d. A manifesta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se faz presente no Dia de S\u00e3o Jos\u00e9, padroeiro da comunidade, realizado em 19 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Um dado \u00e9 importante para a cultura nordestina e, na regi\u00e3o, conta com festejos, incluindo uma prociss\u00e3o fluvial, onde o Samba celebra em uma barca pr\u00f3pria, al\u00e9m de se apresentar na chegada em terra firme.<\/p>\n<p>Este ano, a festa contou com o apoio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), com o desafio de resgatar a cultura e promover o samba para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;A gente continua essa tradi\u00e7\u00e3o, com os mais velhos passando os mais novos. Eu estou com 76 anos, n\u00e3o sou mais crian\u00e7a, mas, gra\u00e7as a Deus, a nossa comunidade tem um grupo de crian\u00e7as e de adolescentes que est\u00e3o tomando conta desse movimento&#8221;, diz dona Ov\u00eddia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ascom PMJ<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O samba nasceu na Bahia, a partir da mistura de ritmos africanos. Em sua vers\u00e3o original, longe dos traquejos das escolas que desfilam na sapuca\u00ed, os p\u00e9s dos sambistas batem com for\u00e7a no ch\u00e3o e logo voltam ao ar. O movimento \u00e9 repetido em uma velocidade incalcul\u00e1vel. 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Como come\u00e7ou O Rodeadouro residia nas curvas do Rio S\u00e3o Francisco, a 13 quil\u00f4metros&hellip;","og_url":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318","og_site_name":"Blog do Farn\u00e9sio","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/BlogQuerSaberPolitica\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/?ref=tn_tnmn","article_published_time":"2025-03-23T14:00:09+00:00","og_image":[{"width":600,"height":400,"url":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/blogqspjua-rodeadouro-samba-de-veio-2-e1742676364660.jpeg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Farn\u00e9sio","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Farn\u00e9sio","Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318"},"author":{"name":"Farn\u00e9sio","@id":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/#\/schema\/person\/bb9b23ae3ad0609ce8df7b6c9e76824d"},"headline":"Samba de V\u00e9io do Rodeadouro: manifesta\u00e7\u00e3o cultural celebra a ancestralidade da comunidade ribeirinha","datePublished":"2025-03-23T14:00:09+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318"},"wordCount":1110,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/blogqspjua-rodeadouro-samba-de-veio-2-e1742676364660.jpeg","articleSection":["Cultura"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318","url":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=390318","name":"Samba de V\u00e9io do Rodeadouro: manifesta\u00e7\u00e3o cultural celebra a ancestralidade da comunidade ribeirinha - 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