{"id":380161,"date":"2024-10-30T13:00:29","date_gmt":"2024-10-30T16:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=380161"},"modified":"2024-10-30T10:21:51","modified_gmt":"2024-10-30T13:21:51","slug":"especial-novo-mapeamento-expoe-diversidade-da-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=380161","title":{"rendered":"Especial: Novo mapeamento exp\u00f5e diversidade da Caatinga"},"content":{"rendered":"<div id=\"nav\">\n<form action=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/\"><a class=\"author url fn\" title=\"Posts por Carlos Fioravanti\" href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/autor\/fioravanti\/\" rel=\"author\">Carlos Fioravanti &#8211; <\/a><\/form>\n<\/div>\n<div id=\"main\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<section>\n<article id=\"post-533027\" class=\"post-533027 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-ciencia tag-ambiente tag-biodiversidade tag-ecologia tag-geografia keywords-caatinga keywords-biogeografia\">\n<header class=\"post\">Proposta se apoia na distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies exclusivas do semi\u00e1rido nordestino<\/header>\n<div class=\"cabecalho-interna\">\n<p><img decoding=\"async\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-floresta-2024-10-1140.jpg\" sizes=\"(max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-floresta-2024-10-1140.jpg 1140w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-floresta-2024-10-1140-250x127.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-floresta-2024-10-1140-700x356.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-floresta-2024-10-1140-120x61.jpg 120w\" alt=\"\" data-index=\"0\" \/><\/p>\n<div class=\"wp-caption\">\n<p>Floresta vista do alto de uma torre de observa\u00e7\u00e3o no planalto de Borborema, em Campina Grande, Para\u00edba, durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa<\/p>\n<p class=\"media-credits\">Carlos Adrian Rodrigues Mota<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-content\">\n<p>As matas verdes e densas que cercam a serra de General Sampaio, no Cear\u00e1, trazem \u00e0 mente os tapetes verdes e vi\u00e7osos da Amaz\u00f4nia. Pelo interior da Para\u00edba, da Bahia e de Minas, h\u00e1 \u00e1rvores imponentes, como as barrigudas, que precisam de quatro adultos de bra\u00e7os abertos para serem abra\u00e7adas.<\/p>\n<p>Pedregosos, com vegeta\u00e7\u00e3o rala, os campos rupestres da Chapada Diamantina lembram o Cerrado, embora, como as outras paisagens citadas aqui, estejam dentro da Caatinga.<\/p>\n<p>Espalhando-se por 10 estados do Nordeste e Sudeste, a Caatinga tradicionalmente remete apenas a lugares \u00e1ridos, mas na realidade \u00e9 mais colorida e variada.<\/p>\n<p>Uma proposta de reclassifica\u00e7\u00e3o, detalhada em um artigo de 59 p\u00e1ginas a ser publicado em breve na revista especializada\u00a0<em>The Botanical Review<\/em>, do Jardim Bot\u00e2nico de Nova York, nos Estados Unidos, divide a Caatinga em 12 subunidades biogeogr\u00e1ficas, de acordo com uma abordagem que considera a distribui\u00e7\u00e3o espacial de esp\u00e9cies end\u00eamicas (exclusivas), derivada principalmente do tipo de solo (<em>ver mapa abaixo<\/em>).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"overflow-responsive-img\">\n<div><picture data-tablet=\"\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-2024-09-info-1140-2.png\" data-tablet_size=\"1140x1030\"><source srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-2024-09-info-1140-2.png\" media=\"(min-width: 1920px)\" \/><source srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-2024-09-info-1140-2.png\" media=\"(min-width: 1140px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"responsive-img\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-2024-09-info-760-2.png\" \/><\/picture><span class=\"embed media-credits-inline\">Alexandre Affonso\/Revista Pesquisa FAPESP<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-content sequence\">\n<p>\u201cA Caatinga s\u00e3o muitas Caatingas\u201d, sintetiza a bot\u00e2nica Daniela Zappi, uma das autoras do trabalho. Ela percorre o sert\u00e3o do Nordeste desde 1987 em busca principalmente de cactos, aos quais dedicou o mestrado, o doutorado e boa parte dos 23 anos em que trabalhou no Kew Gardens, no Reino Unido, antes de voltar ao Brasil e dividir-se entre institui\u00e7\u00f5es de pesquisa de Bel\u00e9m e Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cA Caatinga tem on\u00e7a-pintada, on\u00e7a-parda e anta, em meio a paisagens de beleza estonteante\u201d, acrescenta o bi\u00f3logo Marcelo Moro, coordenador do estudo, que anda por l\u00e1 desde seus tempos de estudante de ci\u00eancias biol\u00f3gicas na Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC). Ele come\u00e7ou a detalhar a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das esp\u00e9cies de plantas e animais de algumas \u00e1reas do bioma no doutorado e em est\u00e1gio de p\u00f3s-doutorado, ambos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com bolsa da FAPESP.<\/p>\n<div id=\"attachment_533048\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-533048 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-dormideira-2024-10-1140.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-dormideira-2024-10-1140.jpg 1140w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-dormideira-2024-10-1140-250x150.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-dormideira-2024-10-1140-700x421.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-dormideira-2024-10-1140-120x72.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"686\" data-index=\"1\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Dormideira (<em>Mimosa borboremae<\/em>), encontrada apenas nas matas do planalto de Borborema<span class=\"media-credits\">Eric Hunt \/ Wikimedia<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>Em agosto de 2016, voltou \u00e0 UFC, agora como professor concursado. \u201cPercebi que o trabalho de mapear toda a regi\u00e3o precisava de mais gente\u201d, contou. Juntaram-se a ele dois ge\u00f3grafos especializados em mapeamentos, Rubson Maia, da pr\u00f3pria UFC, e Luis Costa, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em Minas Gerais. Tamb\u00e9m conseguiu atrair o interesse de quatro bot\u00e2nicos: al\u00e9m de Zappi, Nigel Taylor, bot\u00e2nico aposentado do Jardim Bot\u00e2nico de Kew, Vivian Amorim, da Universidade Federal do Cariri, e Luciano Queiroz, da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia. Zappi e Taylor s\u00e3o especialistas em cactos, Amorim em aster\u00e1ceas, uma fam\u00edlia bot\u00e2nica ampla, com 32 mil esp\u00e9cies, e Queiroz em leguminosas, fam\u00edlia com 19 mil esp\u00e9cies.<\/p>\n<div id=\"waveform-player-1\" class=\"waveform-player container \" data-start-time=\"2477\" data-duration=\"670\" data-waveform-player-id=\"waveform-player-1\">\n<figure><\/figure>\n<div class=\"progress-bar\">\n<div class=\"bg\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"play-pause\"><\/div>\n<div class=\"media-title\">Entrevista: Marcelo Moro<\/div>\n<div class=\"time-display\">00:00 \/ 11:10<\/div>\n<\/div>\n<p>Ao grupo de bot\u00e2nicos coube a tarefa de delimitar as \u00e1reas ocupadas por 328 esp\u00e9cies de plantas exclusivas da Caatinga. O mandacaru (<em>Cereus jamacaru<\/em>) e o xique-xique (<em>Xiquexique gounellei<\/em>) crescem por toda a regi\u00e3o, mas n\u00e3o nos ambientes vizinhos, enquanto o quip\u00e1-mirim (<em>Tacinga mirim<\/em>), outro cacto, s\u00f3 foi encontrado no Cear\u00e1. Uma erva de pequenas flores brancas, a vassourinha-de-bot\u00e3o (<em>Borreria apodiensis<\/em>), limita-se \u00e0 Chapada do Apodi, na divisa entre os estados do Rio Grande do Norte e do Cear\u00e1, uma \u00e1rea com muitas cavernas. Um roedor de 20 cent\u00edmetros, o rabo-de-facho (<em>Proechimys yonenagae<\/em>), e pelo menos 30 esp\u00e9cies de lagartos s\u00e3o exclusivos das dunas do rio S\u00e3o Francisco, nordeste da Bahia (<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/um-tesouro-a-beira-do-velho-chico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>ver<\/em>\u00a0Pesquisa FAPESP\u00a0<em>n<sup>o<\/sup>\u00a057<\/em><\/a>).<\/p>\n<div id=\"attachment_533060\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-533060 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-lagarto-2024-10-1140.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-lagarto-2024-10-1140.jpg 1140w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-lagarto-2024-10-1140-250x130.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-lagarto-2024-10-1140-700x364.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-lagarto-2024-10-1140-120x62.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"593\" data-index=\"2\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Lagarto\u00a0<em>Procellosaurinus tetradactylus<\/em>, das dunas do S\u00e3o Francisco<span class=\"media-credits\">Rafael M. R. Serra<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>Moro e equipe refinaram uma classifica\u00e7\u00e3o anterior, com oito \u00e1reas \u2013 ou ecorregi\u00f5es. A categoriza\u00e7\u00e3o havia sido formulada pela zo\u00f3loga Agnes Velloso, da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental The Nature Conservancy Brasil (TNC Brasil), pelo engenheiro florestal Frans Pareyn e pelo agr\u00f4nomo Everardo Sampaio, ambos da Associa\u00e7\u00e3o Plantas do Nordeste (Apne), e publicada como livro em 2002 pela pr\u00f3pria Apne.<\/p>\n<p>A nova divis\u00e3o da Caatinga adota a nomenclatura internacional para delimita\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de endemismos (da maior para a menor, reino, regi\u00e3o, dom\u00ednio, prov\u00edncia e distritos), oficializada em julho de 2008 na\u00a0<em>Journal of Biogeography<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/novo-mapeamento-expoe-diversidade-da-caatinga\/#cinco-categorias\"><em>ver defini\u00e7\u00f5es detalhadas no box<\/em><\/a>). De acordo com essa abordagem, toda a Caatinga foi considerada um dom\u00ednio biogeogr\u00e1fico. As tr\u00eas unidades com maior \u00e1rea s\u00e3o prov\u00edncias e subprov\u00edncias: dois subtipos de caatinga (neste caso com inicial min\u00fascula por ser uma parte da Caatinga), a\u00a0<em>stricto sensu<\/em>\u00a0e a de areia, e a Chapada Diamantina.<\/p>\n<div id=\"attachment_533032\" class=\"wp-caption alignright vertical\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-533032 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arvores-2024-10-800.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arvores-2024-10-800.jpg 800w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arvores-2024-10-800-250x275.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arvores-2024-10-800-700x769.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arvores-2024-10-800-120x132.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"879\" data-index=\"3\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">\u00c1rvores crescem em um buraco formado em terreno sedimentar de Irec\u00ea, Bahia<span class=\"media-credits\">Rubson Maia<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>A caatinga\u00a0<em>stricto sensu<\/em>\u00a0assenta-se em terrenos com rochas cristalinas (vulc\u00e2nicas) e solos pedregosos e moderadamente f\u00e9rteis. Por sua vez, tem tr\u00eas subdivis\u00f5es (distritos biogeogr\u00e1ficos) \u2013 as Depress\u00f5es Sertanejas Norte e Sul e o Distrito Borborema \u2013, cada uma com comunidades pr\u00f3prias de animas e plantas, embora sejam vizinhas. S\u00f3 na Depress\u00e3o Sertaneja Norte, podem ser encontrados, por exemplo, a palmeira\u00a0<em>Syagrus cearenses<\/em>\u00a0e o calango-de-lajeiro (<em>Tropidurus jaguaribanus<\/em>); apenas na Depress\u00e3o Sertaneja Sul crescem o arbusto\u00a0<em>Holoregmia viscida<\/em>\u00a0e o pau-jacar\u00e9 (<em>Tabaroa caatingicola<\/em>); e somente no Distrito Borborema vivem o cacto\u00a0<em>Pilosocereus chrysostele<\/em>\u00a0e a erva de flores lilases, a dormideira (<em>Mimosa borboremae<\/em>).<\/p>\n<p>A segunda grande unidade da Caatinga, a caatinga de areia, \u00e9 constitu\u00edda por terrenos com rochas sedimentares que originaram solos arenosos e pobres em nutrientes. Por sua vez, \u00e9 subdividida em quatro partes, cada uma com suas esp\u00e9cies pr\u00f3prias. A cebola-brava (<em>Cearanthes fuscoviolacea<\/em>) \u00e9 uma das esp\u00e9cies end\u00eamicas do distrito Ibiapaba-Piau\u00ed; o soldadinho-do-araripe (<em>Antilophia bokermanni<\/em>), um p\u00e1ssaro pequeno e colorido, vive apenas nas matas \u00famidas do Araripe; o lagarto-escriv\u00e3o (<em>Scriptosaura catimbau<\/em>) \u00e9 t\u00edpico do distrito Tucano-Jatob\u00e1 e geralmente vive enterrado. J\u00e1 na areia das dunas do S\u00e3o Francisco vive o roedor\u00a0<em>Trinomys yonenagae<\/em>, os lagartos\u00a0<em>Procellosaurinus tetradactylus<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Eurolophosaurus divaricatu\u00a0<\/em>e as serpentes\u00a0<em>Typhlops yonenagae\u00a0<\/em>e\u00a0<em>T. amoipira<\/em>, exclusivos dali.<\/p>\n<div id=\"attachment_533028\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-533028 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arara-2024-10-1140.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arara-2024-10-1140.jpg 1140w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arara-2024-10-1140-250x145.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arara-2024-10-1140-700x406.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-arara-2024-10-1140-120x70.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"661\" data-index=\"4\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Araras-azuis-da-caatinga (<em>Anodorhynchus leari<\/em>), t\u00edpicas do semi\u00e1rido brasileiro<span class=\"media-credits\">Nina Wen\u00f3li \/iNaturalist<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>Na caatinga\u00a0<em>stricto sensu<\/em>\u00a0e na de areia, as plantas desenvolveram mecanismos de adapta\u00e7\u00e3o ao clima seco: muitas esp\u00e9cies perdem as folhas no in\u00edcio da longa esta\u00e7\u00e3o seca e rebrotam rapidamente logo que caem as primeiras chuvas. Nessas duas \u00e1reas h\u00e1 tamb\u00e9m esp\u00e9cies comuns \u00e0s que ocorrem na Mata Atl\u00e2ntica, no Cerrado e em \u00e1reas n\u00e3o alag\u00e1veis do Pantanal, como o angico (<em>Anadenanthera colubrina<\/em>), a jurema-branca (<em>Piptadenia retusa<\/em>) e a aroeira (<em>Astronium urundeuva<\/em>). \u201cH\u00e1, ainda, pequenas \u00e1reas, chamadas encraves, de florestas secas no Cerrado e na Mata Atl\u00e2ntica\u201d, diz Moro. Segundo ele, matas secas na Bol\u00edvia, na Venezuela e na Col\u00f4mbia tamb\u00e9m t\u00eam esp\u00e9cies em comum com a caatinga no Brasil.<\/p>\n<p>J\u00e1 a prov\u00edncia da Chapada Diamantina, dentro do Dom\u00ednio da Caatinga, ocupa as \u00e1reas altas da Bahia, com vegeta\u00e7\u00e3o de caatinga, matas \u00famidas, savanas e campos rupestres (<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/flores-da-serra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>ver<\/em>\u00a0Pesquisa FAPESP\u00a0<em>n<sup>os\u00a0<\/sup>86<\/em><\/a>).<\/p>\n<div id=\"attachment_533064\" class=\"wp-caption alignright vertical\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-533064 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-mata-2024-10-800.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-mata-2024-10-800.jpg 800w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-mata-2024-10-800-250x268.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-mata-2024-10-800-700x752.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-mata-2024-10-800-120x129.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"859\" data-index=\"5\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Mata preservada em Itapaj\u00e9, Cear\u00e1<span class=\"media-credits\">Marcelo Moro<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>Outro conjunto de unidades s\u00e3o mais tr\u00eas distritos \u2013 Potiguar, Irec\u00ea e Pera\u00e7u \u2013, com muitos afloramentos (rochas expostas) de calc\u00e1rio, redes de cavernas e animais ainda pouco conhecidos, que n\u00e3o se distinguiam nos mapas anteriores. Parte das cavernas est\u00e1 protegida no Parque Nacional Cavernas do Perua\u00e7u.<\/p>\n<p>Uma \u00faltima unidade se encontra isolada, ao norte, margeando o litoral: \u00e9 a costa da Caatinga, que re\u00fane esp\u00e9cies de plantas desse bioma, do Cerrado e da Amaz\u00f4nia, devido \u00e0 precipita\u00e7\u00e3o mais alta no litoral que no interior da Caatinga.<\/p>\n<p>Moro, com sua equipe, est\u00e1 mapeando os encraves de matas \u00famidas nas terras altas em meio \u00e0 Caatinga, os chamados brejos de altitudes, com esp\u00e9cies de plantas e animais encontrados na Amaz\u00f4nia e na Mata Atl\u00e2ntica, e outras end\u00eamicas. Seu plano \u00e9 terminar o mapeamento no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>\u201cSem saber em que condi\u00e7\u00f5es uma esp\u00e9cie ocorre em um dado local, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel recuperar uma \u00e1rea degradada, pois a primeira pergunta \u00e9 \u2018quais esp\u00e9cies plantar?\u2019\u201d, comenta o bi\u00f3logo da Unicamp Fernando Martins, que n\u00e3o participou desse mapeamento, mas estuda a Caatinga h\u00e1 cerca de 30 anos e foi o orientador de doutorado e supervisor de p\u00f3s-doutorado de Moro.<\/p>\n<div id=\"attachment_533036\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-533036 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cactos-2024-10-1140.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cactos-2024-10-1140.jpg 1140w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cactos-2024-10-1140-250x152.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cactos-2024-10-1140-700x426.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cactos-2024-10-1140-120x73.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"694\" data-index=\"6\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Cactos e outras plantas se espalham em Irec\u00ea, Bahia<span class=\"media-credits\">Domingos Cardoso<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso\u201d, ele prossegue, \u201ch\u00e1 esp\u00e9cies que podem viver juntas e outras que se excluem por competi\u00e7\u00e3o. Esp\u00e9cies vivendo em h\u00e1bitats semelhantes podem viver juntas, pois j\u00e1 houve a exclus\u00e3o competitiva. Associando esp\u00e9cies a regi\u00f5es com ambientes semelhantes obt\u00eam-se muitas informa\u00e7\u00f5es imprescind\u00edveis tanto na \u00e1rea te\u00f3rica da biologia quanto na pr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>Martins gostou de ver que os\u00a0<em>shapefiles<\/em>\u00a0\u2013 as camadas \u2013 do mapa, cada um com os diferentes tipos de ambiente dentro da Caatinga, foram publicados digitalmente com acesso aberto, o que permite a qualquer pesquisador associar os dados que coletar com as distintas \u00e1reas. \u201cIsso \u00e9 muito importante para possibilitar o entendimento n\u00e3o s\u00f3 de como foi poss\u00edvel a evolu\u00e7\u00e3o de uma biota t\u00e3o diversificada e regionalizada num ambiente t\u00e3o severo, mas tamb\u00e9m sobre como conservar essa biodiversidade e estabelecer novas unidades de conserva\u00e7\u00e3o capazes de preservar a biota em face da mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, ele comenta.<\/p>\n<div id=\"attachment_533040\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-533040 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-carnauba-2024-10-800.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-carnauba-2024-10-800.jpg 800w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-carnauba-2024-10-800-250x202.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-carnauba-2024-10-800-700x566.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-carnauba-2024-10-800-120x97.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"647\" data-index=\"7\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Campo costeiro com carna\u00fabas (<em>Copernicia prunifera<\/em>) no Parque Nacional de Jericoacoara, Cear\u00e1<span class=\"media-credits\">Marcelo Moro<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>A bi\u00f3loga Marcela Cruz Moreira, orientada por Martins no mestrado, comparou as esp\u00e9cies de angiospermas (plantas com flores) da vegeta\u00e7\u00e3o de caatinga entre terrenos cristalinos e terrenos sedimentares. A hip\u00f3tese inicial era de que os terrenos sedimentares, com solos mais profundos e maior capacidade de reter \u00e1gua, poderiam abrigar esp\u00e9cies muito diferentes. Mas n\u00e3o. \u201cOs terrenos cristalinos, que v\u00edamos como mais seletivos, sustentam esp\u00e9cies mais diferentes que os sedimentares, podendo sugerir a atua\u00e7\u00e3o de processos evolutivos muito complexos\u201d, conta Martins.<\/p>\n<p>O ec\u00f3logo Marcelo Tabarelli, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), comenta: \u201cO novo trabalho mostra um olhar mais acurado sobre a Caatinga, at\u00e9 ent\u00e3o considerada como unidade \u00fanica, embora a gente, que a percorre, saiba que n\u00e3o \u00e9. Esse tipo de divis\u00e3o, baseado em caracter\u00edsticas f\u00edsicas do ambiente, deve funcionar bem para as plantas, mas n\u00e3o sei se tamb\u00e9m se aplicaria para outros grupos taxon\u00f4micos\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_533044\" class=\"wp-caption alignright vertical\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-533044 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cavernas-2024-10-800.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cavernas-2024-10-800.jpg 800w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cavernas-2024-10-800-250x289.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cavernas-2024-10-800-700x810.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RPF-caatinga-cavernas-2024-10-800-120x139.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"926\" data-index=\"8\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Cavernas de Perua\u00e7u, no norte de Minas Gerais<span class=\"media-credits\">Luis Costa<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>O ge\u00f3grafo paraense Jos\u00e9 Maria Cardoso da Silva, da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, ressalta: \u201cA grande quest\u00e3o hoje \u00e9 saber o quanto dos padr\u00f5es de endemismo da Caatinga \u00e9 resultado da press\u00e3o humana na regi\u00e3o\u201d. As \u00e1reas agr\u00edcolas e pastagens abandonadas ou em uso cobrem 89% desse bioma, em compara\u00e7\u00e3o com o que deve ter existido h\u00e1 milhares de anos, sob as mesmas condi\u00e7\u00f5es de clima e solo, antes da ocupa\u00e7\u00e3o humana, de acordo com an\u00e1lises coordenadas pelo bi\u00f3logo da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) Helder Araujo e publicadas em outubro de 2023 na\u00a0<em>Scientific Reports<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/acao-humana-transformou-89-da-caatinga\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>ver<\/em>\u00a0Pesquisa FAPESP\u00a0<em>n<sup>o<\/sup>\u00a0335<\/em><\/a>).<\/p>\n<p>\u201cO desmatamento tem sido intenso, desde o s\u00e9culo XVI, especialmente a leste, nas depress\u00f5es norte e sul e no Distrito Borborema\u201d, observa Araujo. \u201cTamb\u00e9m se perdeu muita mata ciliar, hoje j\u00e1 bastante rara ao longo dos rios, como o S\u00e3o Francisco.\u201d Na caatinga de areia encontram-se as principais unidades de conserva\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, como o Parque Nacional da Serra da Capivara, a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Raso da Catarina e a Floresta Nacional Araripe-Apodi, que podem servir como exemplos de parte dos ambientes originais da Caatinga.<a name=\"cinco-categorias\"><\/a><\/p>\n<div class=\"box\">\n<p><strong>As cinco categorias b\u00e1sicas da biogeografia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Reino<\/strong>\u00a0<strong>ou biorreino\u00a0<\/strong>\u2013 grande extens\u00e3o geogr\u00e1fica continental ou supracontinental com fam\u00edlias de animais ou plantas encontradas apenas em um reino, indicando uma hist\u00f3ria evolutiva pr\u00f3pria. O n\u00famero de reinos varia, se considerar apenas plantas, animais ou ambos. Levando em conta plantas e animais, os reinos s\u00e3o oito: Ant\u00e1rtida, Oceania (Polin\u00e9sia, Nova Zel\u00e2ndia, Jap\u00e3o e Hava\u00ed), Indo-Malaia (\u00cdndia, sul da China e Indon\u00e9sia), Austral\u00e1sia (Austr\u00e1lia e ilhas pr\u00f3ximas), Neotr\u00f3pico (Am\u00e9rica do Sul e Central), Afrotr\u00f3pico (sul do Saara e Madagascar), Ne\u00e1rtico (M\u00e9xico, Estados Unidos, Canad\u00e1 e Groenl\u00e2ndia) e Pale\u00e1rtico (norte da \u00c1frica e da \u00c1sia e Europa). Os reinos constituem as divis\u00f5es de maior escala da distribui\u00e7\u00e3o da biodiversidade, e seus limites s\u00e3o naturais, definidos pela distribui\u00e7\u00e3o de suas fam\u00edlias exclusivas.<\/p>\n<p><strong>Regi\u00e3o ou biorregi\u00e3o\u00a0<\/strong>\u2013 extens\u00e3o territorial continental ou supracontinental com topografia, relevo, geologia, clima e vegeta\u00e7\u00e3o distintas de outras regi\u00f5es. Seus limites s\u00e3o naturais e determinados pelos limites da paisagem t\u00edpica de cada regi\u00e3o. Pode ser usado para caracterizar um bioma, embora um mesmo bioma possa ocorrer em mais de um reino e de um regi\u00e3o: por exemplo, o Bioma Mundial da Savana Tropical ocorre nos reinos Neotropical, Afrotropical, Austral\u00e1sio e Indomalaio.<\/p>\n<p><strong>Dom\u00ednio biogeogr\u00e1fico<\/strong>\u00a0\u2013 \u00e1rea subcontinental com caracter\u00edsticas distintas de clima, vegeta\u00e7\u00e3o, relevo e solo. No Brasil, seu uso foi proposto pelo ge\u00f3grafo Aziz Ab\u2019Saber (1924-2012), que enfatizou o clima e relevo como as principais caracter\u00edsticas do que chamou de dom\u00ednios morfoclim\u00e1ticos. Os limites dos dom\u00ednios biogeogr\u00e1ficos s\u00e3o naturais e determinados pelas caracter\u00edsticas de cada dom\u00ednio, mas h\u00e1 largas zonas de transi\u00e7\u00e3o entre eles.<\/p>\n<p><strong>Prov\u00edncia biogeogr\u00e1fica<\/strong>\u00a0\u2013 \u00e1rea geogr\u00e1fica dentro de um dom\u00ednio que se diferencia por apresentar um grande conjunto de esp\u00e9cies end\u00eamicas de animais e\/ou plantas, isto \u00e9, muitas esp\u00e9cies que s\u00f3 ocorrem naquela \u00e1rea geogr\u00e1fica. Seus limites s\u00e3o naturais, definidos pela distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies que caracterizam a prov\u00edncia biogeogr\u00e1fica.<\/p>\n<p><strong>Distrito biogeogr\u00e1fico \u2013\u00a0<\/strong>\u00e1rea dentro de uma prov\u00edncia com poucas esp\u00e9cies end\u00eamicas, mas com um conjunto de outras esp\u00e9cies muito frequentes. Os limites s\u00e3o naturais, dados pela distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies mais frequentes.<\/p>\n<h4><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Fernando Martins\/Unicamp; Marcelo Moro\/UFC<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"bibliografia separador-bibliografia\">A reportagem acima foi publicada com o t\u00edtulo \u201c<strong>As surpreendentes faces da Caatinga<\/strong>\u201d na edi\u00e7\u00e3o impressa n\u00ba 344, de outubro de 2024.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Projetos<br \/>\n1.<\/strong>\u00a0An\u00e1lise da estrutura filogen\u00e9tica de comunidades vegetais do dom\u00ednio fitogeogr\u00e1fico da Caatinga (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/145979\/analise-da-estrutura-filogenetica-de-comunidades-vegetais-do-dominio-fitogeografico-da-caatinga\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n<sup>o<\/sup>\u00a013\/15280-9<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Bolsa de P\u00f3s-doutorado;\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel\u00a0<\/strong>Fernando Roberto Martins (Unicamp);\u00a0<strong>Bolsista<\/strong>\u00a0Marcelo Freire Moro; Investimento R$ 241.517,63.<br \/>\n<strong>2.<\/strong>\u00a0Meta-an\u00e1lise fitogeogr\u00e1fica do bioma Caatinga (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/111672\/meta-analise-fitogeografica-do-bioma-caatinga\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n<sup>o<\/sup>\u00a009\/14266-7<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Bolsa de doutorado;\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel\u00a0<\/strong>Fernando Roberto Martins (Unicamp);\u00a0<strong>Bolsista<\/strong>\u00a0Marcelo Freire Moro; Investimento R$ 159.684,61.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Artigos cient\u00edficos<br \/>\n<\/strong>EBACH, M. C.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/j.1365-2699.2008.01920.x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">International code of area nomenclature<\/a>.\u00a0<strong>Journal of Biogeography<\/strong>. v. 35, n. 7. p. 1153-7. 14 jul. 2008.<br \/>\nMORO, M. F.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s12229-024-09304-5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Biogeographical districts of\u00a0the\u00a0Caatinga dominion: A\u00a0proposal based on\u00a0geomorphology and\u00a0endemism<\/a>.\u00a0<strong>The Botanical Review.<\/strong>\u00a0No prelo.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Livro<br \/>\n<\/strong>VELLOSO, A. L.\u00a0<em>et al.\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.cecs.unimontes.br\/media\/k2\/attachments\/Ecorregioes%20propostas%20para%20o%20bioma%20caatinga.pdf_82265f8c2087a8e5c41080e36abdbd1a.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Ecorregi\u00f5es propostas para o bioma Caatinga<\/strong><\/a>. Associa\u00e7\u00e3o Plantas do Nordeste. The Nature Conservancy do Brasil. 2002.<\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/section>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Fioravanti &#8211; &nbsp; Proposta se apoia na distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies exclusivas do semi\u00e1rido nordestino Floresta vista do alto de uma torre de observa\u00e7\u00e3o no planalto de Borborema, em Campina Grande, Para\u00edba, durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa Carlos Adrian Rodrigues Mota As matas verdes e densas que cercam a serra de General Sampaio, no Cear\u00e1, trazem \u00e0 mente os tapetes verdes e vi\u00e7osos da Amaz\u00f4nia. Pelo interior da Para\u00edba, da Bahia e de Minas, h\u00e1 \u00e1rvores imponentes, como as barrigudas, que precisam de quatro adultos de bra\u00e7os abertos para serem abra\u00e7adas. Pedregosos, com vegeta\u00e7\u00e3o rala, os campos rupestres da Chapada Diamantina lembram o Cerrado, embora, como as outras paisagens citadas aqui, estejam dentro da Caatinga. 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