{"id":282057,"date":"2024-03-31T14:00:52","date_gmt":"2024-03-31T17:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/quersaberpolitica.com.br\/2016\/?p=282057"},"modified":"2024-03-31T09:38:52","modified_gmt":"2024-03-31T12:38:52","slug":"pra-quem-nao-viveu-ou-nao-sabe-o-que-foi-a-ditadura-no-brasil-o-golpe-de-1964-e-a-instauracao-do-regime-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=282057","title":{"rendered":"Pra quem n\u00e3o viveu ou n\u00e3o sabe o que foi a ditadura no Brasil: O golpe de 1964 e a instaura\u00e7ao do regime militar. Pra n\u00e3o esquecer"},"content":{"rendered":"<p>Na madrugada do dia 31 de mar\u00e7o de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constitu\u00eddo de Jo\u00e3o Goulart. A falta de rea\u00e7\u00e3o do governo e dos grupos que lhe davam apoio foi not\u00e1vel. N\u00e3o se conseguiu articular os militares legalistas. Tamb\u00e9m fracassou uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/HLFOTO026_s.jpg\" alt=\"Presidente Jo\u00e3o Goulart em reuni\u00e3o com o minist\u00e9rio presidencialista. Jan 1963.\" width=\"412\" height=\"302\" align=\"right\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/p>\n<p>Jo\u00e3o Goulart, em busca de seguran\u00e7a, viajou no dia 1<sup>o<\/sup>\u00a0de abril do Rio, para Bras\u00edlia, e em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resist\u00eancia com apoio de oficiais legalistas, a exemplo do que ocorrera em 1961. Apesar da insist\u00eancia de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e seguiu para o ex\u00edlio no Uruguai, de onde s\u00f3 retornaria ao Brasil para ser sepultado, em 1976.<br \/>\n<a class=\"lightbox-processed\" title=\"Presidente Jo\u00e3o Goulart, em algum momento durante o seu governo, transmite, temporariamente, o cargo de presidente para Ranieri Mazzili, presidente da C\u00e2mara dos Deputados (s\/ data). (Arquivo Jo\u00e3o Goulart\/JG foto 008)\" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/JGFOTO008_s.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/JGFOTO008.jpg\" alt=\"Presidente Jo\u00e3o Goulart, em algum momento durante o seu governo, transmite, temporariamente, o cargo de presidente para Ranieri Mazzili, presidente da C\u00e2mara dos Deputados (s\/d).\" width=\"506\" height=\"707\" align=\"left\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a>Antes mesmo de Jango deixar o pa\u00eds, o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, j\u00e1 havia declarado vaga a presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente a presid\u00eancia, conforme previsto na Constitui\u00e7\u00e3o de 1946, e como j\u00e1 ocorrera em 1961, ap\u00f3s a ren\u00fancia de J\u00e2nio Quadros. O poder real, no entanto, encontrava-se em m\u00e3os militares. No dia 2 de abril, foi organizado o autodenominado &#8220;Comando Supremo da Revolu\u00e7\u00e3o&#8221;, composto por tr\u00eas membros: o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo (Aeron\u00e1utica), o vice-almirante Augusto Rademaker (Marinha) e o general Artur da Costa e Silva, representante do Ex\u00e9rcito e homem-forte do triunvirato. Essa junta permaneceria no poder por duas semanas.<\/p>\n<p>Nos primeiros dias ap\u00f3s o golpe, uma violenta repress\u00e3o atingiu os setores politicamente mais mobilizados \u00e0 esquerda no espectro pol\u00edtico, como por exemplo o CGT, a Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE), as Ligas Camponesas e grupos cat\u00f3licos como a Juventude Universit\u00e1ria Cat\u00f3lica (JUC) e a A\u00e7\u00e3o Popular (AP). Milhares de pessoas foram presas de modo irregular, e a ocorr\u00eancia de casos de tortura foi comum, especialmente no Nordeste. O l\u00edder comunista Greg\u00f3rio Bezerra, por exemplo, foi amarrado e arrastado pelas ruas de Recife.<br \/>\n<a class=\"lightbox-processed\" title=\"Presidente Jo\u00e3o Goulart condecora o ministro Hermes Lima (entre set 1961 e junho 1963). (Arquivo Hermes Lima\/HL foto 014-1)\" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/HLFOTO014_1.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/HLFOTO014_1_s.jpg\" alt=\"Presidente Jo\u00e3o Goulart condecora o ministro Hermes Lima (entre set 1961 e junho 1963).\" width=\"396\" height=\"529\" align=\"right\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a>A junta baixou um &#8220;Ato Institucional&#8221; \u2013 uma inven\u00e7\u00e3o do governo militar que n\u00e3o estava prevista na Constitui\u00e7\u00e3o de 1946 nem possu\u00eda fundamenta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. Seu objetivo era justificar os atos de exce\u00e7\u00e3o que se seguiram. Ao longo do m\u00eas de abril de 1964 foram abertos centenas de Inqu\u00e9ritos Policiais-Militares (IPMs).<\/p>\n<p>Chefiados em sua maioria por coron\u00e9is, esses inqu\u00e9ritos tinham o objetivo de apurar atividades consideradas subversivas.<\/p>\n<p>Milhares de pessoas foram atingidas em seus direitos: parlamentares tiveram seus mandatos cassados, cidad\u00e3os tiveram seus direitos pol\u00edticos suspensos e funcion\u00e1rios p\u00fablicos civis e militares foram demitidos ou aposentados.<\/p>\n<p>Entre os cassados, encontravam-se personagens que ocuparam posi\u00e7\u00f5es de destaque na vida pol\u00edtica nacional, como Jo\u00e3o Goulart, J\u00e2nio Quadros, Miguel Arraes, Leonel Brizola e Lu\u00eds Carlos Prestes.<br \/>\n<a class=\"lightbox-processed\" title=\"Ademar de Barros, entre jornalistas, fala ao microfone (entre 1947 e 1951). (Arquivo Almerinda Farias Gama\/AFG foto 006)\" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/AFGFOTO006.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/AFGFOTO006_s.jpg\" alt=\"Ademar de Barros, entre jornalistas, fala ao microfone (entre 1947 e 1951).\" width=\"512\" height=\"338\" align=\"left\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entretanto, o golpe militar foi saudado por importantes setores da sociedade brasileira. Grande parte do empresariado, da imprensa, dos propriet\u00e1rios rurais,\u00a0<a class=\"lightbox-processed\" title=\"Carlos Lacerda e Cordeiro de Farias (1955). (Arquivo Cordeiro de Farias\/CFa foto 385_2)\" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/CFaFOTO385_2.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/CFaFOTO385_2_s.jpg\" alt=\"Carlos Lacerda e Cordeiro de Farias (1955)\" width=\"166\" height=\"109\" align=\"right\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a>da Igreja cat\u00f3lica, v\u00e1rios governadores de estados importantes (como Carlos Lacerda, da Guanabara, Magalh\u00e3es Pinto, de Minas Gerais, e Ademar de Barros, de S\u00e3o Paulo) e amplos setores de classe m\u00e9dia pediram e estimularam a interven\u00e7\u00e3o militar, como forma de p\u00f4r fim \u00e0 amea\u00e7a de esquerdiza\u00e7\u00e3o do governo e de controlar a crise econ\u00f4mica.\u00a0<a class=\"lightbox-processed\" title=\"Ant\u00f4nio Carlos Muricy, Magalh\u00e3es Pinto e Aur\u00e9lio Lira Tavares numa cerim\u00f4nia de condecora\u00e7\u00e3o do primeiro (entre 1967 e 1969). (Arquivo Ant\u00f4nio Carlos Murici\/ACM foto 135_2) \" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/ACMFOTO135_2.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/ACMFOTO135_2_s.jpg\" alt=\"Ant\u00f4nio Carlos Muricy, Magalh\u00e3es Pinto e Aur\u00e9lio Lira Tavares numa cerim\u00f4nia de condecora\u00e7\u00e3o do primeiro (entre 1967 e 1969).\" width=\"155\" height=\"109\" align=\"left\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a>O golpe tamb\u00e9m foi recebido com al\u00edvio pelo governo norte-americano, satisfeito de ver que o Brasil n\u00e3o seguia o mesmo caminho de Cuba, onde a guerrilha liderada por Fidel Castro havia conseguido tomar o poder. Os Estados Unidos acompanharam de perto a conspira\u00e7\u00e3o e o desenrolar dos acontecimentos, principalmente atrav\u00e9s de seu embaixador no Brasil, Lincoln Gordon, e do adido militar, Vernon Walters, e haviam decidido, atrav\u00e9s da secreta &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Brother Sam&#8221;, dar apoio log\u00edstico aos militares golpistas, caso estes enfrentassem uma longa resist\u00eancia por parte de for\u00e7as leais a Jango.<br \/>\n<a class=\"lightbox-processed\" title=\"John F. Kennedy recebe Jo\u00e3o Goulart na embaixada americana em Roma durante visita \u00e0 It\u00e1lia (1963). (Arquivo Jo\u00e3o Goulart\/JG foto 021_1) \" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/JGFOTO021_1.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/JGFOTO021_1_s.jpg\" alt=\"John F. Kennedy recebe Jo\u00e3o Goulart na embaixada americana em Roma durante visita \u00e0 It\u00e1lia (1963).\" width=\"521\" height=\"368\" align=\"right\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a>Os militares envolvidos no golpe de 1964 justificaram sua a\u00e7\u00e3o afirmando que o objetivo era restaurar a disciplina e a hierarquia nas For\u00e7as Armadas e deter a &#8220;amea\u00e7a comunista&#8221; que, segundo eles, pairava sobre o Brasil.<\/p>\n<p>Uma id\u00e9ia fundamental para os golpistas era que a principal amea\u00e7a \u00e0 ordem capitalista e \u00e0 seguran\u00e7a do pa\u00eds n\u00e3o viria de fora, atrav\u00e9s de uma guerra tradicional contra ex\u00e9rcitos estrangeiros; ela viria de dentro do pr\u00f3prio pa\u00eds, atrav\u00e9s de brasileiros que atuariam como &#8220;inimigos internos&#8221; \u2013 para usar uma express\u00e3o da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Esses &#8220;inimigos internos&#8221; procurariam implantar o comunismo no pa\u00eds pela via revolucion\u00e1ria, atrav\u00e9s da &#8220;subvers\u00e3o&#8221; da ordem existente \u2013 da\u00ed serem chamados pelos militares de &#8220;subversivos&#8221;. Diversos exemplos internacionais, como as guerras revolucion\u00e1rias ocorridas na \u00c1sia, na \u00c1frica e principalmente em Cuba, serviam para refor\u00e7ar esses temores. Essa vis\u00e3o de mundo estava na base da chamada &#8220;Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional&#8221; e das teorias de &#8220;guerra anti-subversiva&#8221; ou &#8220;anti-revolucion\u00e1ria&#8221; ensinadas nas escolas superiores das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p>Os militares que assumiram o poder em 1964 acreditavam que o regime democr\u00e1tico que vigorara no Brasil desde o fim da Segunda Guerra Mundial havia se mostrado incapaz de deter a &#8220;amea\u00e7a comunista&#8221;. Com o golpe, deu-se in\u00edcio \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de um regime pol\u00edtico marcado pelo &#8220;autoritarismo&#8221;, isto \u00e9, um regime pol\u00edtico que privilegiava a\u00a0<i>autoridade<\/i>\u00a0do Estado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s liberdades individuais, e o Poder Executivo em detrimento dos poderes Legislativo e Judici\u00e1rio.<br \/>\n<a class=\"lightbox-processed\" title=\"Ernani do Amaral Peixoto por ocasi\u00e3o da entrega do projeto de reforma administrativa ao presidente Jo\u00e3o Goulart (dez 1963). (Arquivo Ernani do Amaral Peixoto\/EAP foto 177)\" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/EAPFOTO177.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/EAPFOTO177_s.jpg\" alt=\"Ernani do Amaral Peixoto por ocasi\u00e3o da entrega do projeto de reforma administrativa ao presidente Jo\u00e3o Goulart (dez 1963).\" width=\"484\" height=\"333\" align=\"left\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a>J\u00e1 no in\u00edcio da &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o&#8221; ficou evidente uma caracter\u00edstica que permaneceria durante todo o regime militar: o empenho em preservar a\u00a0<i>unidade<\/i>\u00a0por parte dos militares no poder, apesar da exist\u00eancia de conflitos internos nem sempre bem resolvidos. O medo de uma &#8220;volta ao passado&#8221; (isto \u00e9, \u00e0 realidade pol\u00edtica pr\u00e9-golpe) ou de uma ruptura no interior das Forcas Armadas estaria presente durante os 21 anos em que a institui\u00e7\u00e3o militar permaneceu no controle do poder pol\u00edtico no Brasil.<\/p>\n<p>Mesmo\u00a0<i>desunidos<\/i>\u00a0internamente em muitos momentos, os militares demonstrariam um consider\u00e1vel grau de\u00a0<i>uni\u00e3o<\/i>\u00a0sempre que vislumbravam alguma amea\u00e7a &#8220;externa&#8221; \u00e0 &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o&#8221;, vinda da oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<br \/>\n<a class=\"lightbox-processed\" title=\"Ant\u00f4nio Carlos Muricy comanda o destacamento Tiradentes na marcha Juiz de Fora (31 mar\u00e7o 1964). (Arquivo Ant\u00f4nio Carlos Murici\/ACM foto 058_2)\" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/ACMFOTO058_2.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/ACMFOTO058_2_s.jpg\" alt=\"Ant\u00f4nio Carlos Muricy comanda o destacamento Tiradentes na marcha Juiz de Fora (31 mar\u00e7o 1964).\" width=\"432\" height=\"295\" align=\"right\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a>A falta de resist\u00eancia ao golpe de 1964 n\u00e3o deve ser vista como resultado da derrota diante de uma bem articulada conspira\u00e7\u00e3o militar. Foi clara a falta de organiza\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o entre os militares golpistas.<\/p>\n<p>Mais do que uma conspira\u00e7\u00e3o \u00fanica, centralizada e estruturada, a imagem mais fidedigna \u00e9 a de &#8220;ilhas de conspira\u00e7\u00e3o&#8221;, com grupos unidos ideologicamente pela rejei\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica pr\u00e9-1964, mas com baixo grau de articula\u00e7\u00e3o entre si.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia um projeto de governo bem definido, al\u00e9m da necessidade de se fazer uma &#8220;limpeza&#8221; nas institui\u00e7\u00f5es e recuperar a economia. O que diferenciava os militares golpistas era a avalia\u00e7\u00e3o da profundidade necess\u00e1ria \u00e0 interven\u00e7\u00e3o militar.<br \/>\n<a class=\"lightbox-processed\" title=\"Ant\u00f4nio Carlos Muricy, Joaquim Justino Alves Bastos, Homero Souto de Oliveira, Paulo Guerra e outros na Parada da Vit\u00f3ria (24 maio 1964). (Arquivo Ant\u00f4nio Carlos Murici\/ACM foto 063_1)\" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/ACMFOTO063_1.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/ACMFOTO063_1_s.jpg\" alt=\"Ant\u00f4nio Carlos Muricy, Joaquim Justino Alves Bastos, Homero Souto de Oliveira, Paulo Guerra e outros na Parada da Vit\u00f3ria (24 maio 1964).\" width=\"340\" height=\"242\" align=\"left\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a>Desde o in\u00edcio havia uma n\u00edtida diferencia\u00e7\u00e3o entre, de um lado, militares que clamavam por medidas mais radicais contra a &#8220;subvers\u00e3o&#8221; e apoiavam uma perman\u00eancia dos militares no poder por um longo per\u00edodo e, de outro lado, aqueles que se filiavam \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es militares &#8220;moderadoras&#8221; na pol\u00edtica \u2013 como havia acontecido, por exemplo, em 1930, 1945 e 1954 \u2013 seguidas de um r\u00e1pido retorno do poder aos civis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os mais radicais aglutinaram-se em torno do general Costa e Silva; os outros, do general Humberto de Alencar Castelo Branco.<br \/>\n<a class=\"lightbox-processed\" title=\"Ant\u00f4nio Carlos Muricy e outros durante visita de Humberto Castelo Branco a Recife (junho 1964). (Arquivo Ant\u00f4nio Carlos Murici\/ACM foto 064_2)\" href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/ACMFOTO064_2.jpg\" rel=\"lightbox[Golpe64]\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/imagens\/dossies\/fatos_imagens\/fotos\/Golpe64\/ACMFOTO064_2_s.jpg\" alt=\"Ant\u00f4nio Carlos Muricy e outros durante visita de Humberto Castelo Branco a Recife (junho 1964).\" width=\"163\" height=\"109\" align=\"right\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"8\" \/><\/a>Articula\u00e7\u00f5es bem-sucedidas na \u00e1rea militar de um grupo de oficiais pr\u00f3-Castelo e o apoio dos principais l\u00edderes pol\u00edticos civis favor\u00e1veis ao golpe foram decisivos para que, no dia 15 de abril de 1964, Castelo Branco assumisse a presid\u00eancia da Rep\u00fablica, eleito, dias antes, por um Congresso j\u00e1 bastante expurgado. O novo presidente assumiu o poder prometendo a retomada do crescimento econ\u00f4mico e o retorno do pa\u00eds \u00e0 &#8220;normalidade democr\u00e1tica&#8221;. Isto, no entanto, s\u00f3 ocorreria 21 anos mais tarde. \u00c9 por isso que 1964 representa um marco e uma novidade na hist\u00f3ria pol\u00edtica do Brasil: diferentemente do que ocorreu em outras ocasi\u00f5es, desta vez militares n\u00e3o apenas deram um golpe de Estado, como\u00a0<i>permaneceram<\/i>\u00a0no poder.<\/p>\n<p align=\"right\"><b>Celso Castro<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na madrugada do dia 31 de mar\u00e7o de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constitu\u00eddo de Jo\u00e3o Goulart. A falta de rea\u00e7\u00e3o do governo e dos grupos que lhe davam apoio foi not\u00e1vel. N\u00e3o se conseguiu articular os militares legalistas. Tamb\u00e9m fracassou uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo. Jo\u00e3o Goulart, em busca de seguran\u00e7a, viajou no dia 1o\u00a0de abril do Rio, para Bras\u00edlia, e em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resist\u00eancia com apoio de oficiais legalistas, a exemplo do que ocorrera em 1961. Apesar da insist\u00eancia de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e seguiu para o ex\u00edlio no&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":252073,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-282057","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Pra quem n\u00e3o viveu ou n\u00e3o sabe o que foi a ditadura no Brasil: O golpe de 1964 e a instaura\u00e7ao do regime militar. Pra n\u00e3o esquecer - Blog do Farn\u00e9sio<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogdofarnesio.com.br\/?p=282057\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pra quem n\u00e3o viveu ou n\u00e3o sabe o que foi a ditadura no Brasil: O golpe de 1964 e a instaura\u00e7ao do regime militar. Pra n\u00e3o esquecer - Blog do Farn\u00e9sio\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Na madrugada do dia 31 de mar\u00e7o de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constitu\u00eddo de Jo\u00e3o Goulart. A falta de rea\u00e7\u00e3o do governo e dos grupos que lhe davam apoio foi not\u00e1vel. N\u00e3o se conseguiu articular os militares legalistas. Tamb\u00e9m fracassou uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo. Jo\u00e3o Goulart, em busca de seguran\u00e7a, viajou no dia 1o\u00a0de abril do Rio, para Bras\u00edlia, e em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resist\u00eancia com apoio de oficiais legalistas, a exemplo do que ocorrera em 1961. 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